Projecto Meia Lua reforça apoio os drepanocíticos

O Projecto Social Meia Lua, que presta apoio a pacientes com doenças crónicas, sobretudo anemia de células falciforme(drepanocítivos), acompanha mais de 100 beneficiários em todo o país. A informação foi avançada em Luanda, pela vice-presidente da iniciativa, Diodeth António.

Segundo a responsável, o Projecto Meia Lua desenvolve actividades com base em fundos provenientes dos rendimentos pessoais das coordenadoras e já estabeleceu parcerias com o Hospital Geral do Prenda, Centro Médico Misericórdia, onde alguns doentes são acompanhados por médicos especialistas no tratamento de anemia de células falciforme, segundo avançou o JA Online.

 “Recebemos doentes provenientes das 21 províncias do país. Temos, neste momento, três casos críticos de pacientes com necrose na cabeça do fémur, que exigem cuidados ortopédicos especializados”, destacou Diodeth António.

Entre os pacientes acompanhados, está Milzângela Domingos, de 23 anos, que sofre de anemia falciforme. “Antes dos 18 anos, tive muitas crises. Agora, com mais informação e apoio, consigo gerir melhor a minha condição de saúde. A paciente revelou que já interrompeu os estudos devido às complicações de saúde e critica a falta de atenção do Estado concernente à doença. “Ainda há muito tabu em torno da anemia falciforme.

De acordo com a Milzângela Domingos, o país precisa de mais especialistas e de políticas públicas que nos incluam de forma efectiva. “Muitas vezes, mesmo com crise, não conseguimos consultas sem marcação prévia. Isso não é justo”, lamentou.

O impacto emocional da doença também é sentido por familiares, como relatou Melissa Paula, irmã de uma das pacientes.

“Está a ser muito difícil para nós, principalmente para mim, que acompanho de perto a dor da minha irmã. Ver alguém que sempre foi independente agora precisar de ajuda até para pequenas tarefas é doloroso. Só pedimos que nos ajudem para que ela possa voltar a andar e ter uma vida normal”, apelou a irmã.

O Projecto Social Meia Lua tem como principal objectivo a criação de um centro hematológico próprio, que permita dar resposta eficaz à crescente demanda de pacientes com doenças do fórum hematológico.

 A iniciativa clama por mais apoios a fim de garantir dignidade e esperança a quem vive com estas enfermidades crónicas.

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