
Segundo o representante residente adjunto do PNUD em Angola, o organismo das Nações Unidas tem um ‘plafond’ financeiro de 60 milhões de dólares, cujo grau de execução ronda os cerca de 50%, com o sector da saúde a absorver grande parte do financiamento, segundo avançou o portal J.A Online.
“Temos o sector da saúde, que é o sector que absorver a maior parte do nosso financiamento, por via do Fundo Global, onde financiamos intervenções na área do combate ao HIV, malária e tuberculose e também na área da vacinação e compra de medicamentos essenciais”, explicou o responsável, citado pela Lusa, à margem de uma conferência sobre “As Multilaterais e o Financiamento ao Desenvolvimento”, que decorreu em Luanda.
Na ocasião, Gabriel Dava enumerou, igualmente, os apoios do PNUD nos sectores do ambiente e biodiversidade, energia sustentável, agricultura e irrigação.
Acrescentou também que a burocracia nos processos administrativos é necessária, mas que há situações em que uma comunicação entre dois ministérios para a aprovação de projectos “pode levar entre três e quatro meses”.
Seja como for, “o PNUD, como agência de desenvolvimento, tem como função trabalhar com o Governo para ajudar a ultrapassar estes constrangimentos”, completou.
Por outro lado, sublinhou a necessidade de as autoridades angolanas fazerem a monitorização regular dos projectos financiados pelas organizações multilaterais, referindo que a monitorização não pode ser feita apenas do lado do financiador.
O PNUD “faz a sua monitoria dos projectos, o Banco Mundial também o faz, mas nós pensamos que, acima de tudo, quem tem de fazer a monitoria é o Estado angolano, porque estes projectos (financiados pelas organizações multilaterais) são para beneficiar o povo angolano”, concluiu.
Para Gabriel Dava, é importante ainda as autoridades reforçarem a capacidade de monitorização para verificar se os financiamentos dos projectos respondem aos objectivos preconizados.
O evento foi promovido pela revista Economia & Mercado e a consultora PricewaterhouseCoopers (PwC), pode ler-se na publicação.