Implementados 50 por cento dos projectos em Angola

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) conta com um plafond financeiro de 60 milhões de dólares destinado à execução de projectos em Angola, cujo grau de implementação está em 50 por cento, com maior incidência para o sector da Saúde.

Os dados foram revelados pelo representante adjunto da instituição, Gabriel Dava, dando conta de que o fundo é operacionalizado por via do Fundo Global, para intervenções na área do combate ao HIV, Malária e Tuberculose, vacinação e compra de medicamentos essenciais, segundo avançou o portal J.A Online.

No sector do Ambiente são apoiados projectos relacionados com a biodiversidade, com destaque para o apoio à gestão dos parques nacionais e projectos na área de acesso à energia sustentável.

Ajudas valem 85 por cento

As agências multilaterais representam mais de 85 por cento da ajuda internacional canalizada para Angola, informou o presidente do Conselho de Administração da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), Elmer Serrão.

O responsável, que discursava na abertura da I Conferência sobre Multilaterais, realizada pela revista “Economia e Mercado”, em parceria com a consultora PwC, sob o lema “As Multilaterais e o Financiamento ao Desenvolvimento”, disse que, apesar dos indicadores acima, Angola capta apenas cerca de 1,0 por cento da ajuda global destinada a África.

“Este facto obriga-nos a reflectir, devendo, por um lado, reconhecer o mérito dos resultados já alcançados, mas, por outro, encarar com sentido crítico e estratégico as oportunidades ainda por aproveitar”, disse.

Acrescentou, ainda, ser fundamental reforçar a capacidade de negociação e da absorção dos fundos, qualificar os projectos submetidos, melhorar a previsibilidade e celeridade na execução, alinhar o financiamento externo com as prioridades nacionais, comunicar com eficácia os resultados obtidos e o impacto das intervenções.

Elmer Serrão disse, também, que captar mais recursos implica maior ambição interna, planeamento estratégico e execução.

“O papel das instituições multilaterais no financiamento ao desenvolvimento é incontornável, representa uma âncora de estabilidade em tempos de incerteza e um catalisador de reformas em contextos de transformação”, informou.

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