Cruz Vermelha de Angola pretende expandir seus projectos

A presidente da Cruz Vermelha de Angola (CVA), Delfina Cumandala, informou em Luanda, que a organização aposta na expansão de projectos para alcançar todas as comunidades em situação de pobreza e vulnerabilidade.

A propósito da sua participação nas comemorações do 60.º aniversário da Proclamação dos Princípios Fundamentais do Movimento da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, realizada no mês de Junho em Solferino, na Itália, Delfina Cumandala destacou os trabalhos que têm sido desenvolvidos em Angola com a parceria do Governo, segundo avançou o portal JA Online.

 A responsável prometeu reforçar a prestação da assistência a mais famílias das localidades do território nacional afectadas com múltiplos problemas sociais e ambientais, para que mais vidas sejam salvas.

Delfina Cumandala relatou que o apoio não chega a determinadas zonas do país devido ao difícil acesso, uma situação que faz com que muitas pessoas não sejam ajudadas pelo Movimento do Crescente Vermelho e pede ajuda para que se melhorem as vias nessas localidades.

A presidente da CVA reconheceu que Angola ainda enfrenta epidemias como cólera, malária, desnutrição severa, assim como secas e inundações recorrentes.

Embora o país enfrente esses problemas sociais, ainda assim, Delfina Cumandala realçou que o Governo angolano criou todas as condições necessárias que permitiram ao longo de vários anos acolher milhares de refugiados da República Democrática do Congo (RDC) que fugiram dos conflitos políticos e étnicos no país vizinho.

A presidente da CVA considera que o evento realizado em Solferino, Itália, serviu para reforçar a necessidade da diplomacia humanitária e de defender junto dos Estados-membros o respeito pelos sete Princípios Fundamentais do Movimento, principalmente durante os conflitos armados, onde de forma recorrente os voluntários das acções filantrópicas são brutalmente assassinados.

Informou que, nos últimos anos, a CVA iniciou um processo de desenvolvimento institucional que permitiu crescer como actor humanitário nacional de confiança, um progresso que tem permitido trabalhar mais com as comunidades.

Importância da comunicação

Delfina Cumandala considera que o reforço das capacidades internas traz uma abordagem robusta e estratégica da comunicação, sendo essencial para ajudar a alcançar melhor as pessoas que são servidas, assim como promover os Princípios Fundamentais do Movimento e fortalecer a diplomacia humanitária, “pelo facto de a comunicação não servir apenas para dar visibilidade” à CVA.

 Sublinhou que a correspondência serve também para garantir confiança, transparência e o diálogo entre as pessoas e instituições.

A comunicação, ressaltou, tem o poder de mudar percepções entre financiadores e parceiros internos, incentivando um maior investimento em acções de prevenção e não apenas em respostas a emergências e, ao mesmo tempo, reforçar a prestação de contas e o papel da CVA em como auxiliar as autoridades.

Hoje, destacou, existe uma sociedade angolana mais capaz, com iniciativas que aumentam a resiliência e levam o conhecimento às comunidades, apesar de considerar que ainda há muito por se fazer, sobretudo no que diz respeito à promoção dos Princípios Fundamentais, para que o emblema e a identidade continuem a ser respeitados.

“Apelamos a todos os parceiros para que continuem a trabalhar juntos neste momento de crise global e regional. Vamos investir no desenvolvimento institucional, na diplomacia humanitária e na advocacia, não com acções isoladas, mas como pilares centrais do impacto colectivo”, apelou.

Tradição de Solferino

Delfina Cumandala explicou que Solferino é considerado o berço da Cruz Vermelha e desde 1992 milhares de membros do Crescente Vermelho se reúnem para relembrar a Batalha de Solferino, no Norte da Itália, celebrando o movimento que Henry Dunant, mentor da iniciativa que aconteceu a 24 de Junho de 1863. 

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