
Mateus Congo, que falava à imprensa no final da audiência concedida pela vice-governadora do Cuanza-Sul para o Sector Político, Social e Económico, Clara Tavares, sublinhou que os dados revelam a capacidade da instituição em apoiar o sector produtivo, segundo avançou o JA Online.
O director da Região Centro do FADA explicou que, além da articulação com o Governo do Cuanza-Sul, o FADA vai desenvolver visitas de consulta com os proponentes que apresentaram projectos em diferentes áreas de produção agrícola. “Queremos acompanhar de perto as iniciativas, para garantir uma execução adequada e dar maior proximidade ao beneficiário”, esclareceu.
No seu entender, a descentralização dos serviços do FADA representa um ganho para os produtores da Região Centro, por ser uma das mais ricas e com potencial agropecuário. “A nova presença aqui não é mera coincidência, uma vez que a nossa região foi escolhida para ser a primeira no processo de descentralização, o que mostra o compromisso em responder com eficácia às necessidades locais”, destacou.
Mateus Congo sublinhou, ainda, que a descentralização vai permitir que os serviços do FADA estejam cada vez mais próximos do agricultor, reduzindo entraves burocráticos e acelerar o acesso ao financiamento.
“O objectivo é simples, tornar o processo mais rápido, mais transparente e mais justo para todos os que trabalham a terra”, frisou.
No quadro da estratégia institucional, Mateus Congo revelou que está em curso a legalização de cooperativas com caixas comunitárias, vistas como instrumentos fundamentais no combate à pobreza. “As caixas comunitárias dão capacidade de resposta, não apenas aos membros das cooperativas, mas também às famílias que residem nas comunidades em que estas estão implantadas”, explicou.
O director acrescentou que, no caso do Cuanza-Sul, os trabalhos de legalização das terras vão permitir reforçar o papel das cooperativas locais e criar mecanismos de financiamento mais inclusivos.
“Queremos assegurar que os recursos chegam directamente a quem precisa e que o impacto se traduza em melhores condições de vida para os agricultores e suas famílias”, reforçou.
Por sua vez, a vice-governadora do Cuanza-Sul, Clara Tavares, reconheceu a importância do FADA no processo de diversificação da economia, sublinhando que a província, agora com 24 municípios após a nova Divisão Político-Administrativa, apresenta desafios acrescidos em matéria de cobertura territorial.
“Temos consciência de que a tarefa não será fácil, pois o Cuanza-Sul é uma província extensa, mas estaremos aqui para colaborar com o FADA e prestar todo o apoio necessário para que os serviços cheguem a todos os municípios”, assegurou, sublinhando o compromisso do Governo provincial em estreitar a parceria com a instituição.
Clara Tavares destacou, também, que a aposta na agricultura é estratégica para o desenvolvimento da província, dado o potencial dos solos férteis e a diversidade climática favorável que o Cuanza-Sul apresenta. “O sector agrícola tem todas as condições para se tornar a base da nossa economia local, reduzindo a dependência de importações e criando empregos para a juventude”, reforçou a governante.