
Em declarações sobre as perspectivas da proposta do OGE/2026 enviada pelo Executivo à Assembleia Nacional (AN), o pedagogo defende a necessidade deste instrumento de política económica e financeira do país privilegiar a construção de mais escolas nesta região, dado o défice que regista de salas de aula, segundo avançou o portal Angola Press.
Conforme o académico, “há muito que não se inaugura escolas no Moxico, sendo que nas poucas vezes que aconteceu foram estruturas de menor dimensão, com três ou quatro salas de aulas”.
Além da construção de mais escolas, disse que há também necessidade de se modernizar as já existentes, de forma a oferecer melhores condições aos alunos e professores, sendo que muitas instituições públicas estão desprovidas de casas de banho e água corrente.
O também docente alerta que o crescimento de crianças com idade escolar, anualmente, tem sido superior ao número de salas de aulas existentes, temendo que nos próximos anos a“crise” de vagas poderá acentuar-se.
“Hoje, as escolas ficam abarrotadas e muitas crianças ficam fora do sistema de ensino, ou seja, estamos a impedir o exercício do direito à educação às crianças”, disse.
A proposta de Lei do Orçamento Geral do Estado para o ano 2026 prevê receitas e despesas no valor de 33 240 mil milhões de kwanzas, o que representa uma redução de quase 5% face aos 34,6 biliões de kwanzas definidos no orçamento em vigor.