Estados Unidos e Austrália investirão US$ 2 mil milhões em minerais críticos e avançarão com o projecto de gálio da Alcoa.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, assinam um acordo sobre terras raras e minerais críticos durante uma reunião na Sala do Gabinete da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 20 de outubro de 2025. REUTERS/Kevin Lamarque

Os Estados Unidos e a Austrália ampliaram o apoio financeiro a várias empresas australianas no âmbito de um acordo abrangente sobre minerais críticos, com o objectivo de reduzir a dependência da China neste sector estratégico. A medida fez com que as acções dessas empresas registassem fortes valorizações, seundo avançou o portal zawya.

De acordo com o acordo assinado entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o Primeiro-Ministro australiano, Anthony Albanese, ambos os países comprometeram-se a investir, nos próximos seis meses, pelo menos 1 mil milhão de dólares norte-americanos cada em projectos de mineração e processamento. O acordo prevê ainda o estabelecimento de um preço mínimo para minerais críticos, uma medida há muito reivindicada pelas mineradoras ocidentais.

O Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos (EXIM) anunciou ter emitido sete Cartas de Interesse (LOIs), no valor total de mais de 2,2 mil milhões de dólares, destinadas a impulsionar projectos de minerais críticos alinhados aos interesses norte-americanos na Austrália.

As cartas foram dirigidas às empresas Arafura Rare Earths, Northern Minerals, Graphinex, Latrobe Magnesium, VHM, RZ Resources e Sunrise Energy Metals. Segundo o EXIM, esta iniciativa representa a próxima etapa na consolidação do fornecimento de minerais essenciais para a indústria transformadora norte-americana, a segurança nacional e outros sectores estratégicos.

Nas negociações da manhã, as acções da Arafura subiram 8%, enquanto as da Northern Minerals, Latrobe Magnesium e VHM aumentaram 11%, 15% e 20%, respectivamente. Já as acções da Sunrise registaram ligeira queda. No mesmo período, o mercado geral teve uma valorização de 0,7%.

Os dois governos também anunciaram apoio ao plano da Alcoa, produtora norte-americana de alumínio, para construir uma fábrica de gálio junto à sua refinaria de alumina na Austrália Ocidental. A nova unidade poderá fornecer até 10% do suprimento mundial de gálio, e o anúncio fez com que as acções da Alcoa na Austrália subissem 8%.

O gálio, subproduto do processamento de alumina, é considerado um mineral crítico essencial para as tecnologias modernas, especialmente na indústria de semicondutores e no sector da defesa.

O governo australiano informou que disponibilizará até 200 milhões de dólares em financiamento de capital subsidiado para o projecto, incluindo direitos de compra. Por sua vez, os Estados Unidos também realizarão um investimento de capital com direitos de compra.

Em Agosto, a Alcoa assinou um acordo de desenvolvimento conjunto com a Japan Australia Gallium Associates (JAGA), uma joint venture entre o governo japonês e a Sojitz Corp, para a implementação do projecto.

Após a conclusão do estudo de viabilidade, está previsto que uma empresa de propósito específico, pertencente aos governos dos EUA e da Austrália e à Alcoa, forme uma joint venture com a JAGA para construir e operar a fábrica, sob gestão da Alcoa.

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