
A informação foi prestada em declarações à imprensa, após uma audiência que lhe concedida pelo Presidente da República, João Lourenço, durante a qual foram abordadas questões relacionadas com as operações da petrolífera no país, segundo avançou o JA Online.
Hunter Farris realçou a importância do investimento para o mercado petrolífero angolano, afirmando que a decisão de prolongar a vida útil do Bloco 15 representa um marco significativo para a economia do país.
“Esta decisão vai permitir que os activos e recursos do Bloco 15 possam continuar a produzir riqueza para Angola até 2037”, afirmou o executivo da ExxonMobil.
Explicou que a expansão do projecto trará benefícios directos ao mercado de energia e à geração de receitas para o Estado angolano.
O gestor também aproveitou a ocasião para felicitar o povo angolano pelos 50 anos da Independência Nacional, celebrado no dia 11, e expressou agradecimentos ao Presidente João Lourenço pela parceria contínua entre o governo angolano e a empresa no sector energético.
Hunter Farris classificou o encontro com o Presidente como “bastante bem-sucedido”, pois reforçou o compromisso de longo prazo da ExxonMobil em Angola, país onde a empresa mantém uma presença significativa nos sectores de exploração e produção de petróleo e gás.
O governo angolano tem buscado diversificar a economia do petróleo e gás para outras áreas e a ExxonMobil tem colaborado com as autoridades no sentido de apoiar o desenvolvimento de novos sectores e novas fontes de energia.
Com decisões de investimento de longo prazo, como a expansão do Bloco 15 até 2037, a empresa confirma seu compromisso com o desenvolvimento económico e social de Angola.
Sobre a ExxonMobil
Multinacional norte-americana, é uma das maiores e mais poderosas empresas de energia e petroquímica do mundo, com sede em Irving, no estado do Texas, EUA.
Opera em vários países, onde possui uma presença significativa no sector de petróleo e gás, principalmente em áreas offshore de águas profundas.
A companhia reforçou a sua posição como um dos maiores operadores petrolíferos em Angola, com avanços significativos nos seus blocos de águas profundas, investimentos robustos na economia local e marcos importantes alcançados no Bloco 15, um dos mais produtivos do país.
A petrolífera mantém participação em três blocos de exploração em águas profundas, totalizando quase dois milhões de acres, com um potencial estimado de 10 mil milhões de barris equivalentes de petróleo em recursos recuperáveis.
O Bloco 15, operado pela Esso Exploration Angola, permanece no centro das operações da ExxonMobil no país. A empresa detém 40% de participação e estima-se que o bloco tenha um potencial bruto de quatro mil milhões de barris.
Desde o início da produção, em 2003, já foram extraídos mais de dois mil milhões de barris, tendo o bloco atingido, em 2023, a marca acumulada de 2,5 mil milhões de barris produzidos.
Nos últimos anos, a produção da companhia manteve valores expressivos. Em 2016, a produção líquida, incluindo volumes provenientes do Bloco 17 que atingiu 169 mil barris por dia.
Entre os projectos de destaque está o Kizomba Satellites (Fase 1), iniciado em 2012, com capacidade instalada de 100 mil barris diários.
A empresa investiu cerca de 1,5 mil milhões de dólares em bens e serviços locais para este desenvolvimento.
Já o projecto Kizomba B, iniciado em 2005, utiliza um FPSO com capacidade de armazenamento de 2,2 milhões de barris.
A ExxonMobil e os seus parceiros registaram ao longo dos anos várias descobertas comerciais no Bloco 15, incluindo o poço “Reco Reco-1”, anunciado em 2002 como a décima terceira descoberta da área.
Estimativas apontam para mais de 18 descobertas comerciais no bloco, reforçando o seu papel estratégico no sector petrolífero angolano.
Desde meados dos anos 2000, a empresa já destinou quase 4 mil milhões de dólares a bens, serviços e iniciativas de fabrico local.
No domínio do emprego, o quadro de pessoal evoluiu de apenas 12 trabalhadores em 1994 para cerca de 700, dos quais aproximadamente dois terços são angolanos.