
Marrocos aprovou a desapropriação de terras para a linha ferroviária de alta velocidade Marrakech-Kenitra, com 430 quilômetros de extensão, um projecto de infraestrutura fundamental lançado em abril e com previsão de conclusão antes da Copa do Mundo da FIFA de 2030, que Marrocos co-organizará com Espanha e Portugal, segundo avançou o portal zawya.
O Diário Oficial de Marrocos informou que o Ministério dos Transportes aprovou diversas transferências de terrenos em três regiões: Rabat-Salé-Kenitra, Casablanca-Settat e Marrakech-Safi, para viabilizar o projecto.
O comunicado afirma que a operadora ferroviária nacional, ONCF, dará prosseguimento às desapropriações de acordo com um decreto real de 2023 que regulamenta os procedimentos de aquisição pública. Essas desapropriações abrangem tanto terrenos agrícolas quanto imóveis construídos, alguns hipotecados ou sujeitos a ações judiciais, e a indenização será processada pela ONCF.
A linha Marrakech–Kenitra representa a segunda fase do programa ferroviário de alta velocidade de Marrocos, após a rota Tânger–Casablanca, inaugurada em 2018.
O novo trecho, estimado em 53 mil milhões de dirhams marroquinos (US$ 5,1 mil milhões), visa conectar os principais centros econômicos e turísticos do país, reduzindo o tempo de viagem entre Casablanca, a maior cidade de Marrocos, e Marrakech para menos de duas horas.
Autoridades da ONCF afirmaram que a construção seguirá um cronograma rigoroso para coincidir com a Copa do Mundo. O projecto também é fundamental para a estratégia mais ampla de modernização dos transportes do Marrocos, que inclui aprimorar a mobilidade urbana e integrar a conectividade africana e euromediterrânea.