
Clinton Matias explicou que, desse número, 35 seguiram sábado àquele país e até à próxima semana pretendem mandar mais 62. A meta, esclareceu, é beneficiar 5.000 cidadãos, em seis anos. “O projecto serve para contribuir e fortalecer o capital humano e consolidar uma Angola moderna, justa e mais desenvolvida”, disse, segundo avançou o JA Online.
De acordo com o presidente da organização, o compromisso é continuar a enviar jovens estudantes bolseiros angolanos para instituições europeias, especialmente em Portugal.Clinton Matias lembrou que a parceria com instituições europeias tem permitido apoiar muitos estudantes provenientes de contextos vulneráveis a terem acesso à formação.
“Cada grupo enviado representa mais um passo rumo à construção de um quadro técnico nacional forte, competente e preparado para servir Angola”, considerou, além de sublinhar que o envio de bolseiros é uma garantia de ter, no futuro, mais jovens qualificados, preparados e comprometidos com o desenvolvimento do país.
O programa de bolsas, realçou, mais do que um simples intercâmbio, representa uma ponte entre o sonho e a oportunidade, abrindo caminho para que jovens com talento, mas poucos recursos financeiros, possam transformar as suas vidas por meio da educação.
Beneficiários satisfeitos
Antes da partida dos estudantes, o bispo auxiliar da Arquidiocese de Luanda Dom António Lungieki Pedro Bengui deslocou-se à sede do FIJE, no Morro Bento, onde deu uma bênção especial aos bolseiros.O ambiente, antes da partida, ficou, assim, marcado por muita emoção e expectativa com a maioria dos estudantes acompanhados por familiares.
Uma das beneficiadas, Blandina Vunda, de 17 anos, natural de Benguela, espera, com a bolsa, concluir o sonho de ter uma formação condigna.“Sou órfã de pai e a bolsa é uma oportunidade única. Sei que em Portugal as oportunidades serão maiores”, considerou.
Elizandra António, outra beneficiária do projecto, considerou a bolsa uma oportunidade e apela aos outros jovens a aderirem ao projecto, a fim de no futuro terem condições para ajudar no desenvolvimento do país.
Mais de 50 mil bolsas
O FIJE, referiu o presidente da organização, pretende estar representado em cerca de 50 países, em todo o mundo, e proporcionar mais de 50 mil bolsas de estudo para o ensino médio profissional e superior.
Por ser uma organização pan-africanista e inclusiva, explicou, as bolsas têm beneficiado principalmente, jovens de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e outros países africanos de língua portuguesa. O objectivo, frisou, é mostrar o talento dos jovens africanos.
O programa de bolsas, salientou, é contínuo e foi criado como parte de um projecto de reintegração para promover oportunidades de emprego, empreendedorismo e liderança comunitária. “É preciso criar uma rede sólida de acolhimento e integração, garantindo que o investimento em educação gere retorno real para o desenvolvimento nacional”, referiu.
Embora tenha nascido com um foco africano, explicou que o FIJE se expandiu além das fronteiras do continente. “Estamos hoje representados em países da Europa, América e Ásia, o que demonstra que a juventude africana quer e pode ter impacto global. Essa presença internacional permite-nos criar pontes com o mundo, preparando os jovens angolanos para liderar em qualquer parte do planeta”, esclareceu.