
O projecto está essencialmente voltado à capacitação, formalização e transformação de talentos locais em negócios sustentáveis, que contribuam para o fortalecimento da economia criativa no país, segundo avançou o JA Online.
A iniciativa abrange empreendedores das áreas do artesanato, joalharia, arquitectura, artes dramáticas, visuais, moda, publicidade, música e software educativo.
Ao intervir no acto de lançamento, o chefe dos Serviços Provinciais do INAPEM, Humberto Mutjete, afirmou que o RECRIA representa “um marco para o desenvolvimento da economia criativa em Angola”, por proporcionar oportunidades para que ideias artísticas ganhem estrutura e se convertam em projectos economicamente viáveis.
A criatividade, destacou, constitui hoje “um motor essencial de emprego, inclusão social e diversificação de iniciativas rentáveis ”, pelo papel que as áreas como a moda, dança, música e artes visuais desempenham na geração de rendimento e na valorização da identidade cultural.
O responsável acrescentou que o programa reforça redes de colaboração entre jovens, mulheres, instituições e parceiros estratégicos, ao mesmo tempo que apresenta oportunidades de formação, orientação e apoio técnico, para a entrada de novos projectos no mercado formal.
Estruturação
A coordenadora e consultora do INAPEM, Débora Padilha, explicou que o RECRIA é estruturado em quatro etapas, designadamente a mobilização e sensibilização, capacitação e formalização, orientação e assistência técnica, bem como acesso ao financiamento.
As acções, disse, estão concebidas para apoiar iniciativas culturais com elevado potencial de empregabilidade, sobretudo entre jovens e mulheres.
Por sua vez, a consultora nacional do INAPEM Adriana Dias informou que, além do Namibe, o programa já beneficiou as províncias do Huambo e Lunda-Norte, mas vai ser alargado para outras localidades do país.
Entre as actividades previstas, constam seminários, acções formativas e acompanhamento técnico contínuo, afirmou, para explicar que o programa é dirigido a jovens com idades compreendidas entre os 18 e 35 anos.
O RECRIA prevê um financiamento global de 240 milhões de kwanzas, a fim de assegurar o financiamento dos projectos seleccionados, cujos promotores vão ter o acompanhamento para o suporte e a execução dos planos de negócio.
O INAPEM reafirma que a iniciativa é um programa sustentado por parcerias comprometidas com a promoção do talento angolano, tem a missão de transformar a criatividade em oportunidade e gerar desenvolvimento económico e social para as micro, pequenas e médias empresas criativas.
As indústrias criativas em Angola enfrentam desafios como acesso limitado ao crédito, falta de formação técnica, informalidade e ausência de redes de apoio.
O RECRIA nasce para preencher essa lacuna, por via de ofertas de formação de qualidade, assim como orientação técnica com especialistas em planos de negócios.