
Teresa Quiviénguele falava no final da visita de uma delegação ministerial multissectorial a várias obras inscritas no PIIM, paralisadas há mais de dois anos, na cidade de Malanje, que antecederam um encontro com o Governo provincial, para informação detalhada sobre as mesmas, segundo avançou o JA Online.
Na reunião, disse, concluiu-se que há descontinuidade de alguns projectos cuja execução física é muito baixa. Com efeito, e para dar folga financeira para a conclusão de outros, bem como o reforço de financiamentos para acções ainda não iniciadas, as obras com 70 por cento de execução deverão ser concluídas.
Entre estes projectos, sublinhou, 45 são de escolas e 16 de unidades sanitárias. Mas há também um conjunto de projectos ligados às vias de acesso, energia, águas, saneamento, higiene. Relativamente às escolas, a Hoji-ya-Henda, Amílcar Cabral, Comandante Gika, a Número 108 e o Parque Pioneiro Zeca são alguns exemplos dos projectos que deverão ser priorizados.
Teresa Quiviéngule ressaltou que o atraso na entrega das obras deve, na maior parte dos casos, à incapacidade técnica e financeira dos empreiteiros, muitos dos quais optaram pelo abandono das empreitadas. “Os casos estão identificados e muitos já estão entregues e a ser conduzidos à Procuradoria-Geral da República”, avisou.
Além das obras inscritas no PIIM, a delegação, chefiada pelo ministro da Administração do Território, Daniel Neto, visitou, igualmente, o projecto habitacional dos 212 apartamentos do bairro Carreira de Tiro, município do Quéssua, cuja execução física e financeira está na ordem dos 98 por cento, devendo estar concluído no primeiro trimestre do próximo ano.
A delegação foi integrada pelos secretários de Estado da Educação para o Ensino Pré-escolar e Ensino Primário, Pacheco Francisco, da Saúde, Carlos Pinto de Sousa, e das Obras Públicas, Molares D’Abril, que se inteiraram, também, sobre o impacto da implementação da nova Divisão Político-Administrativa.