
Segundo uma nota de imprensa a que o Jornal de Angola teve acesso, o Projecto N’Dola Sul é constituído por meia dúzia de poços, cujo estudo de viabilidade prevê uma média de produção estimada em 25 mil barris por dia, ao mesmo tempo que serão extraídos 50 milhões de pés cúbicos de gás, segundo avançou o JA online.
O documento enfatiza o facto de parte dos componentes da plataforma metálica ter sido fabricada em território nacional, concretamente nas províncias de Cabinda, local onde o projecto está implantado, e no Cuanza- Sul, província que conta com um estaleiro vocacionado para a construção de componentes metálicas destinadas à indústria petroquímica.
Composta por uma jaqueta com o peso aproximado de 1,1 mil toneladas, cerca de 73 metros de altura, a estrutura começou a ser construída no dia 16 de Agosto deste ano em Porto Amboim, no intuito de manter estável o nível de produção no Bloco 0 pela filial da Chevron, a Cabinda Gulf Oil Company Limited (CABGOC), que opera na referida concessão.
As partes que compõem as superfícies, com um peso de cerca de 600 toneladas, foram fabricadas em Malembo, sendo que o projecto conta com um oleoduto de 15 quilómetros de extensão, desde a plataforma até a instalação do complexo Mafumeira, ou seja, desde o convés da plataforma de produção e processamento até ao sistema de processamento de petróleo bruto.
O início da produção, cerca de 18 meses depois, simboliza o rigor das companhias petrolíferas que operam em Angola, num ano marcado pelo início de outros grandes projectos, com destaque para a Refinaria de Cabinda, a Fábrica de Gás Não Associado ao Petróleo, no Soyo, e o Projecto Clovis fase 3.
A Cabinda Gulf Oil Company Limited (subsidiária da Chevron em Angola) é operadora do Bloco Zero com 40,2 por cento do capital social, no qual estão incluídos os interesses participativos da Sonangol, com 41 por cento, em cujo consórcio também estão representados a Total Energies, detentora de 10 por cento, e a Azule Energy com 9,8% das acções.
Boas perspectivas
O director-geral da CABGOC, Billy Lacobie, acredita que o N’Dola Sul será uma de-monstração da capacidade da empresa que dirige em desenvolver novos campos no Bloco 0, ao mesmo tempo que prima pela capacitação dos seus quadros, na perspectiva da implementação de futuros projectos no país por técnicos nacionais.
De acordo com uma fonte do Jornal de Angola, a fase de construção proporcionou 800 empregos locais, sendo que a adjudicação da construção da plataforma a nível local terá reflexo na produção incremental de petróleo e gás a ser canalizado para o terminal de Malongo, em Cabinda, e para a planta da Angola LNG, no Soyo.
Para o presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo, o primeiro óleo do projecto N’Dola Sul “significa um novo passo de sucesso no conjunto de investimentos no sector por parte dos parceiros que apostam em Angola e significa um novo marco na contribuição do conteúdo local, se tivermos em conta o facto de o essencial da plataforma ter sido fabricado em Angola por técnicos nacionais”.
Por seu lado, o director-geral da Chevron para África, Frank Cassulo, reiterou “o compromisso da Cabinda Gulf Oil Company Limited em promover o conteúdo local no país e desenvolver recursos de forma eficiente na concessão do Bloco 0”.