
Em declarações, Félix Sangueve realçou que a insuficiência de recursos financeiros constitui o principal obstáculo à implementação de programas estruturantes e de longo prazo, capazes de responder de forma eficaz aos desafios sociais, sanitários e climáticos enfrentados pelas comunidades da província, segundo avançou o portal Angola Press.
O responsável explicou que a Cruz Vermelha necessita de financiamento estável para desenvolver projectos com duração entre três e quatro anos, permitindo um acompanhamento contínuo das famílias vulneráveis e a consolidação dos resultados alcançados.
Félix Sangueve reiterou que o reforço do financiamento permitirá à Cruz Vermelha da Huíla cumprir, de forma mais eficaz, o seu papel de auxiliar do Governo de Angola, na resposta humanitária e na protecção das populações mais vulneráveis da província.
Sublinhou que para 2026, a instituição prevê intensificar as acções de preparação para desastres, assistência em emergências médicas e redução da sinistralidade rodoviária, áreas que exigem investimentos financeiros e materiais significativos.
Entre os projectos prioritários afirmou que consta a criação de brigadas comunitárias de resposta a desastres e a abertura de uma escola provincial de primeiros socorros, cuja concretização depende exclusivamente da captação de financiamento.
A Cruz Vermelha da Huíla desenvolveu igualmente acções no domínio das alterações climáticas e educação ambiental, com formação de voluntários, iniciativas que requerem financiamento adicional para serem ampliadas.
Em matéria de primeiros socorros, cerca de 200 voluntários foram formados em 2025, reforçando a capacidade de resposta comunitária, embora a expansão dessas formações esteja condicionada à disponibilidade de recursos.