
A iniciativa conta com o apoio do Ministério da Agricultura e do Instituto Nacional do Café ( INCA) que tem incentivado os produtores com a distribuição de mudas, formação técnica e apoio na comercialização.Actualmente, a procura internacional tem sido liderada por empresas de Portugal e Rússia atraídas pela qualidade do grão produzido na região, segundo avançou o portal JA Online.
O município do Andulo está a caminhar para recuperar a sua hegemonia no mercado interno, num esforço que visa não só aumentar a produção, mas também fomentar a exportação e a revalorização do café angolano.
Os cafezais vão tomando conta aos poucos das fazendas, quintas e lavras de pequenas dimensões em diferentes localidades do município do Andulo, conforme constatou a equipa de reportagem do Jornal de Angola.
Apesar de ser um processo mais trabalhoso e que leva mais tempo para começar a colheita, os camponeses asseguram ser o produto com maior procura por parte de cidadãos de diversas nacionalidades.
Em função disso, o plantio tem sido feito de forma escalonada, o que tem permitido que haja um intervalo de até um ano.António Chindumbo, 62 anos, é um dos fazendeiros que está a substituir gradualmente o plantio de forma escalonada, o que tem permitido que haja um intervalo de até um ano.
O camponês da aldeia de Chicumbi, Mário Chipau, é mais um dos agricultores que está a apostar seriamente na produção de café. Segundo ele, a decisão surge devido ao elevado valor económico do café arábica no mercado nacional e internacional.
O agricultor destacou que o cultivo de café tem sido uma fonte de rendimento sustentável de muitas famílias da região.