Minuto Verde defende inclusão da disciplina de Educação Ambiental no sistema de ensino

Os governos e a sociedade em geral devem começar a adoptar práticas sustentáveis que visam à preservação do meio ambiente,defendeu em Luanda, o presidente da associação ambiental Minuto Verde.

Ao falar ao por ocasião do Dia Mundial do Ambiente, Rafal Lucas disse ser importante que se inclua nas escolas primárias a disciplina de Educação Ambiental para que as crianças aprendam desde muito cedo a proteger a natureza para a sorevivencia do ser humano, segundo avançou o JA Online.

Segundo o responsável, a educação ambiental é uma base fundamental para a mudança de comportamentos e para a construção de uma cidadania ambiental responsável.

A educação ambiental, explicou,vai além da simples disseminação de informações.A educação ambiental, acrescentou, é uma ferramenta fundamental para a formação de cidadãos conscientes, que compreendem a interdependência entre a ação humana e o ecossistema.

Sobre a associação que dirige, Rafael Lucas explicou que ela actua como elo entre as comunidades, instituições públicas e os parceiros nacionais e internacionais.

Desta forma, acentuou, é possivel garantir que as acções desenvolvidas no quadro do projecto Angola Verde estejam alinhadas com as realidades locais e contribuam para soluções sustentáveis e inclusivas.

“Nestes projecto Angola Verde, a educação da popualção é prioridade”, sublinhou.

De acordo com o presidente da associação Minuto Verde, o envolvimento directo das populações permite criar um sentimento de pertença e responsabilidade colectiva na protecção do meio ambiente.

A iniciativa, disse, tem desenvolvido campanhas de limpeza e saneamento ambiental em bairros e espaços públicos, acções de sensibilização em escolas e comunidades, plantação de árvores, criação de hortas escolares, feiras ambientais, bem como oficinas educativas, visitas guiadas a instituições ligadas ao ambiente e formação de brigadas ambientais comunitárias.

As actividades, explicou, são realizadas de forma participativa, envolvendo crianças, jovens, professores, educadores comunitários e associações locais.

No quadro da acção formativa, continuou, o projecto já formou mais de 1.800 crianças e jovens, 50 educadores comunitários e representantes de associações ambientais, reforçando o papel da juventude como agente activo na defesa e preservação do meio ambiente.

O Projecto Angola Verde, salientou, encontra-se ,actualmente, em implementação nas províncias de Luanda e Huam- bo, com incidência nos municípios de Viana e Huambo, e surge como resposta aos principais desafios ambientais que o país enfrenta.

“Entre os desafios, constam a degradação dos solos, o desmatamento, as queimadas descontroladas, poluição, perda da biodiversidade e os efeitos das alterações climáticas, com destaque para a estiagem.  

 Expansão do projecto 

Rafael Lucas salientou que a associação Minuto Verde pretende expandir o projecto para outras províncias do país, consolidar uma cultura ambiental sustentável e reforçar a educação ambiental comunitária, com o objectivo de contribuir para a redução da degradação ambiental e influenciar positivamente as políticas públicas do sector.

O presidente da organização salientou que a preservação ambiental é uma responsabilidade colectiva, tendo apelado à sociedade no sentido de adoptar atitudes que preservam o ambiente.

 “Cuidar do ambiente é cuidar da vida, da saúde e do futuro das próximas gerações. Pequenas atitudes diárias podem fazer uma grande diferença na construção de uma Angola mais verde, equilibrada e sustentável”, concluiu.

O projecto, acrescentou, conta com o apoio de parceiros como o Ministério do Ambiente, Planeta Consciente e outras parcerias que têm sido fundamentais para a implementação das actividades e para o alcance dos objectivos traçados.

Sobre a data

O Dia Mundial da Educação Ambiental ,celebrado a 26 de Janeiro, foi instituído em 1975 com a “Carta de Belgrado”, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), um marco que define a educação ambiental como multidisciplinar, contínua e essencial para enfrentar a crise ambiental.

A data foi estabelecida após a Conferência Internacional sobre Educação Ambiental, realizada na Iugoslávia, que resultou na “Carta de Belgrado”, um marco conceitual sobre as questões ambientais ainda muito actuais.

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