Century assegura 40% do projecto para construção da primeira fundição de alumínio dos EUA em 46 anos

FOTO DE ARQUIVO: Blocos de alumínio de alta qualidade de 544 kg aguardam embarque na Century Aluminum Company em Hawesville, Kentucky, EUA, em 14 de maio de 2019. Foto tirada em 14 de maio de 2019. REUTERS/Bryan Woolston.

A Century Aluminum está prestes a adquirir uma participação de 40% em uma fundição planeada nos EUA pela Emirates Global Aluminium, a primeira fábrica de alumínio primário a ser construída no país em quase 50 anos, disseram as empresas na segunda-feira, segundo avançou o portal zawya.

A EGA, que manterá 60% da joint venture, anunciou planos para construir a fundição em Inola, Oklahoma, em maio de 2025.

As empresas não divulgaram os termos financeiros do acordo.

A EGA havia declarado no ano passado que esperava investir cerca de US$ 4 mil milhões no desenvolvimento do projecto.

Com a entrada da Century no projeto, a capacidade planejada da fundição foi aumentada para 750.000 toneladas métricas de alumínio por ano, ante as 600.000 toneladas anteriores, disseram as empresas, o que mais que dobraria a produção americana do metal. 

A construção da fundição começará até o final do ano, com o início da produção previsto para o final da década, disseram as empresas, acrescentando que o projecto criará 1.000 empregos permanentes no local e sustentará 4.000 empregos na construção civil.

FUNDIÇÃO BENEFICIARÁ OS SECTORES DE DEFESA, AUTOMOTIVO E DA CONSTRUÇÃO CIVIL

O presidente dos EUA, Donald Trump, procurou impulsionar a produção nacional de alumínio, que está na lista de minerais críticos dos EUA, impondo uma tarifa sobre as importações.

A taxa foi duplicada para 50% em relação a junho do ano passado e elevou o prêmio do alumínio do Meio-Oeste – que os consumidores americanos normalmente pagam além do preço do alumínio na Bolsa de Metais de Londres pelo metal físico – para um recorde de 99 centavos por libra neste mês, ou cerca de US$ 2.183 por tonelada.

As indústrias automotiva, aeroespacial, de construção, de embalagens e de defesa nacional dos EUA seriam beneficiadas, disse Jesse Gary, CEO da Century, com sede em Chicago.

“Cerca de 85% das necessidades de alumínio das indústrias americanas são actualmente atendidas por importações. A nova fundição expandirá a oferta doméstica desse mineral essencial e aumentará a força de trabalho americana no setor de alumínio, revitalizando a expertise e o conhecimento técnico dos EUA nessa área”, afirmaram a EGA e a Century em comunicado.

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