
Trata-se da Reserva Nacional de Cereais e a Refinaria de Óleo Alimentar.
De acordo com o administrador da Zona Franca da Barra do Dande, Roque de Lima Saraiva, a construção da fábrica da Reserva Nacional de Cereais constitui um dos projectos mais estratégicos em curso na plataforma logística e industrial, pelo impacto directo na segurança alimentar do país, no reforço da capacidade de armazenamento e na criação de postos de trabalho, avançou o JA Online.
Segundo o gestor, ao contrário da maioria dos investimentos instalados na Zona Franca, cujo prazo médio de execução ronda os 24 meses, a fábrica de cereais apresenta especificidades técnicas que exigem um período de construção mais alargado, estimado em cerca de 36 meses.
O contrato de investimento para a construção da Reserva Nacional de Cereais, estimado em USD 34.724.634,97 (Fase 1), foi celebrado com a Global Grain Angola – Comércio Industrial, LDA.
O projecto prevê a instalação, na Zona Franca de Desenvolvimento Integrado da Barra do Dande, de infra-estruturas que vão assegurar o armazenamento anual de cerca de 470 mil toneladas de produtos diversos, nomeadamente milho, soja, trigo e arroz.
A infra-estrutura vai ser implantada numa área de 250 mil metros quadrados e permitirá a criação de cerca de 212 postos de trabalho directos e 636 indirectos, contribuindo de forma significativa para o fortalecimento da cadeia agroalimentar nacional.
Paralelamente, está em curso a construção da Refinaria de Óleo Alimentar, um investimento avaliado em USD 29.995.887,34 (Fase 1), ao abrigo de um Contrato celebrado com a Refrica Oils & Fats – Comércio e Indústria, LDA.
O projecto contempla a instalação de uma unidade fabril destinada à produção anual de cerca de 105 mil toneladas de óleo alimentar, incluindo óleo de soja, de girassol e de palma. Esta unidade, que será construída numa área de 200 mil metros quadrados e num prazo máximo de 24 meses, vai garantir a criação de 102 postos de trabalho directos e 306 indirectos.
A Global Grain Angola e a Refrica Oils & Fats são entidades de direito angolano que, com estes investimentos, reafirmam o compromisso com o desenvolvimento da Zona Franca da Barra do Dande e do país, através da criação de empregos, do apoio à comunidade local e da redução das importações.
O administrador referiu ainda que, paralelamente a estes projectos estruturantes, decorrem outras obras industriais de grande relevância, com destaque para a fábrica de vidro e a fábrica de óleo alimentar, actualmente em fase de construção, reforçando a aposta na diversificação da base produtiva instalada na Zona Franca da Barra do Dande.
Roque de Lima Saraiva garantiu que a Direcção da Zona Franca da Barra do Dande continua empenhada na captação de investimentos, tanto a nível interno como internacional, destacando as acções de promoção e os roadshows realizados em vários países.
Nesse contexto, salientou a recente deslocação de uma delegação à República Popular da China, onde foram realizados encontros de negócios em três cidades, reforçando o interesse de empresas estrangeiras em investir na Barra do Dande.
Para o presente ano, estão igualmente previstas novas acções de promoção internacional e a participação em fóruns económicos.
No domínio da empregabilidade, explicou que a Fase 1 do projecto, que abrange cerca de 860 hectares, prevê a criação de aproximadamente 21 mil postos de trabalho.
Algumas empresas já em funcionamento dão um contributo significativo para este objectivo, com destaque para a Sino Ord, que emprega, actualmente, cerca de três mil trabalhadores.
A recente inauguração do Parque Industrial de Alumínio veio, igualmente, reforçar o número de empregos directos, sendo a futura fábrica da Reserva Nacional de Cereais, a par das fábricas de vidro e de óleo alimentar, apontada como um dos principais pilares para a geração de novos postos de trabalho e para o fortalecimento do sector agro-industrial, que cresce em Angola.