
De acordo com um comunicado do Ministério da Energia e Águas, durante o encontro, as partes procederam à apreciação conjunta de soluções técnicas e institucionais com vista à salvaguarda do cumprimento dos objectivos estabelecidos, segundo avançou o portal JA Online.
A reunião enquadrou-se no reforço do diálogo institucional e da cooperação estratégica entre o Executivo angolano e o Banco Mundial, tendo incidido sobre o ponto de situação dos projectos em curso nos sectores da Energia e das Águas, financiados por esta instituição, bem como sobre a identificação de oportunidades para o desenvolvimento de novos projectos estruturantes em ambas as áreas.
Na ocasião, João Baptista Borges sublinhou a importância estratégica do Banco Mundial enquanto parceiro privilegiado do sector da Energia e das Águas, destacando que este é, em Angola, o sector que regista o maior volume de cooperação financeira com aquela instituição multilateral.

O ministro abordou, igualmente, o projecto RECLIMA, com enfoque na resiliência climática e no combate aos efeitos da seca, particularmente na região Sul do país, reafirmando o compromisso do Executivo com políticas públicas orientadas para a adaptação às alterações climáticas.
No domínio do abastecimento de água, destacou a província de Luanda como prioridade estratégica, tendo em conta, entre outros factores, a elevada densidade populacional, estimada em cerca de 13 milhões de habitantes. Neste contexto, foi realçada a importância do projecto Bita, actualmente em execução, com vista ao reforço da capacidade de produção e distribuição de água potável à capital do país.
Relativamente ao sector eléctrico, foram apresentadas as principais prioridades do Executivo, com destaque para o reforço da participação do sector privado, nomeadamente nos segmentos de transporte e distribuição de energia eléctrica, no quadro das reformas em curso.
Além da identificação das prioridades sectoriais, o ministro da Energia e Águas apontou um conjunto de acções potenciais a desenvolver no âmbito do aprofundamento desta parceria estratégica, tendo sido passada em revista a generalidade dos projectos em execução, os respectivos avanços e as perspectivas de expansão.
Na delegação do Banco Mundial estiveram presentes Junaid Kamal, vice-presidente do MIGA (Agência multilateral de garantia de investimento) e outros responsáveis e especialistas da instituição.