
A Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (ADNOC) anunciou, no sábado, que está a gerir activamente os níveis de produção offshore para responder às necessidades de armazenamento, num contexto de guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão, ao mesmo tempo que as suas operações em terra prosseguem normalmente, avançou o portal zawya.
“Esta abordagem preserva a flexibilidade operacional e permitirá que a empresa retome as operações normais sem demoras prolongadas”, referiu a ADNOC em comunicado.
O conflito, que já dura oito dias, bloqueou as expedições através do Estreito de Ormuz, uma via navegável crucial responsável por cerca de 20% do fornecimento global de petróleo e GNL. Analistas antecipam que os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita poderão em breve ser forçados a reduzir a produção, à medida que as suas reservas de petróleo se esgotam.
A ADNOC assegurou que as suas operações continuam e que está a utilizar capacidade de exportação que contorna o estreito, bem como infra-estruturas de armazenamento internacionais, para garantir a continuidade do abastecimento aos mercados globais.
A gigante petrolífera estatal saudita Aramco está a desviar temporariamente alguns carregamentos de crude para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, com o objectivo de assegurar o fornecimento contínuo aos clientes que não conseguem aceder ao Golfo, informou a comunicação social estatal saudita no sábado. A Reuters noticiou na sexta-feira que os carregamentos a partir do Mar Vermelho estão a aumentar, embora os volumes estejam longe de ser suficientes para compensar a quebra no fornecimento proveniente do estreito afectado pela crise.
“As unidades de negócio estão a avaliar a situação produto por produto e transacção por transacção, tendo em conta a perturbação em curso que afecta o transporte marítimo através do Estreito de Ormuz”, afirmou a empresa.
A ADNOC activou protocolos bem estabelecidos e está a colaborar estreitamente com as autoridades para proteger os seus funcionários, activos e operações, acrescentou a empresa.
A Kuwait Petroleum Corporation iniciou, no sábado, a redução da produção de petróleo e declarou força maior, somando-se às anteriores reduções na produção de petróleo e gás do Iraque e do Qatar.