
O ministro, que falava na abertura do IV Conselho Consultivo do MINTTICS, destacou igualmente o trabalho em curso para a implementação do cabo de fibra óptica submarino doméstico, que vai inter-ligar as principais cidades da costa nacional, com particular realce para a ligação do Corredor do Lobito aos cabos submarinos internacionais, nomeadamente ao Equiano, avançou o portal Angola Press.
Por isso, acrescentou, estão a ser reforçadas parcerias estratégicas nacionais e internacionais com foco na expansão da conectividade, na inovação tecnológica e na dinamização da economia digital.
Reiterou que o Executivo angolano tem uma visão clara, sobre a forma como utilizar as tecnologias digitais como instrumento estruturante para acelerar o crescimento económico, promover a inclusão social e criar oportunidades concretas para a juventude.
Realçou que o projecto Conecta/Angola, com recurso ao ANGOSAT 2, que tem proporcionado conectividade à população remota, a implementação do Data Center Nacional, que facilitará uma maior segurança dos dados, são investimentos que têm como objectivo, garantir a soberania digital, aumentar a conectividade e criar condições para o crescimento económico sustentável.
Assinalou que o desenvolvimento do satélite de observação da Terra, ANGEO 1, cuja acção de se centrará no estudo dos solos, no apoio à agricultura, no mapeamento urbanístico, ambiente, indústria mineira, indústria petrolífera, controlo de fronteiriço, entre outros, proporcionará valor acrescentado ao desenvolvimento do país.
“Para o nosso sector e para o país, a transformação digital deixa de ser uma opção e passa a ser uma exigência estratégica para o desenvolvimento de Angola”, disse, acrescentando que é neste contexto que o país prepara para realizar o Angotic 2026, um espaço que se afirma como plataforma central para posicionar Angola no ecossistema digital, ao nível regional e global.
Revelou que, actualmente, Angola conta com mais de 28 milhões de subscritores móveis e mais de 17 milhões de utilizadores de banda larga.
Segundo o ministro, a transformação digital deve traduzir-se em resultados tangíveis, com mais empregos, mais competência, mais eficiência na governação e melhor qualidade de vida para os cidadãos.
“Vivemos uma mudança de paradigma global, impulsionada pela inteligência artificial, pela internet das coisas, pelo Big Data e pela automação, e o país não ficará à margem dessa transformação”, sustentou.
Lembrou que o sector está a criar as condições para que o país participe activamente nesta nova economia com responsabilidade, inclusão e visão do futuro, apesar de que a transformação digital só fará sentido se for inclusiva.
Por outro, reafirmou que a conectividade universal é, hoje, uma questão de desenvolvimento, de equidade e de soberania, e reconheceu que os riscos existem, desde a desinformação até às desigualdades digitais, tendo assumido de forma firme o compromisso de garantir uma transformação digital segura, ética e centrada no cidadão.
Durante dois dias, os cerca de 300 participantes ao encontro, que decorre sob o lema “A Transformação Digital ao Serviço do Cidadão,” vão discutir os planos estratégicos dos sub-sectores do MINTICS.
Paralelamente ao Conselho, estão previstas reuniões metodológicas especializadas dos sub-sectores das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social que analisarão a metodologia de monitorização e reporte da contribuição do sector para o Produto Interno Bruto (PIB), a Estratégia Nacional de Cibersegurança, gestão de riscos e boas práticas de segurança digital institucional.
O plano operacional da comunicação institucional do Executivo, a experiência do Brasil nessa área, acções de comunicação no digital com foco na harmonização das plataformas, comunicação política, plano de comunicação de crise bem como o ordenamento, fiscalização e padronização da publicidade exterior, serão temas em debate no Conselho.