
De acordo com o ministro, o acto não foi apenas o lançamento de uma empreitada pública, mas a integração da província da Huíla num dos mais robustos programas de infra-estruturas hídricas do Sul do país, segundo avanou o portal JA Online.
Actualmente, assinalou, os sistemas existentes no Lubango asseguram cerca de 45.300 metros cúbicos de água por dia, cobrindo apenas parte da densidade da população. “Este quadro vai mudar com a implementação dos projetos previstos”, garantiu, acrescentando que com as inovações o Lubango vai passar a dispor de uma capacidade operacional de 159.350 metros cúbicos de água/dia.
Para alcançar este objectivo, sublinhou,vão ser executadas obras estruturais como a construção de poços profundos no aquífero da Chela, a reabilitação das barragens das Neves e da Tundavala, o reforço hídrico da centralidade da Quilemba, que vai abranger 11.000 fogos habitacionais, assim como a nova estação de tratamento de água, com capacidade de 40.000 metros cúbicos dia.
Os projectos, avançou, têm um horizonte de execução até 2030 e são inseridos no Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola.
Soluções
O ministro da Energia e Águas informou que o programa vai muito além do Lubango, pelo facto de o foco principal serem as zonas particularmente vulneráveis à escassez hídrica, como os municípios da Chibia e dos Gambos.
Os projectos, destacou, vão beneficiar directamente mais de 370.000 pessoas, assim como garantir abastecimento para cerca de 725.000 cabeças de gado e irrigação de até 10.000 hectares de terra agrícola. A meta, salientou, é transformar a vulnerabilidade hídrica em segurança estratégica.
Ganhos
O governador da Huíla, Nuno Mahapi, disse que a implementação dos projectos de combate aos efeitos da seca no Lubango é um grande ganho.
A cidade do Lubango em particular, lembrou, concentra cerca de 50 por cento da população da província e enfrenta sérias dificuldades no acesso à água, pelo facto de o abastecimento depender exclusivamente de águas subterrâneas, que têm sido insuficientes face à crescente pressão demográfica.
Outro aspecto negativo, apontou, é a falta de infra-estruturas adequadas para aproveitar as águas pluviais.