
A avaliação preliminar foi apresentada sexta-feira, durante uma audiência entre a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, e a missão do Banco Mundial, após uma visita à Unidade Hospitalar dos Heróis de Kifangondo, no município de Cacuaco, onde foram constatados os resultados da implementação do projecto, segundo avançou o portal JA Online.
O desempenho global do PFRHS foi classificado como “satisfatório”, com base nos indicadores de desenvolvimento, execução financeira e impacto alcançados até ao momento, de acordo com uma nota de imprensa.
O líder da equipa do Banco Mundial para o projecto, Humberto Cossa, afirmou que os resultados observados no terreno confirmam os dados apresentados pela Unidade de Implementação do Projecto.
Segundo o responsável, a missão ficou particularmente impressionada com a capacidade instalada no Hospital dos Heróis de Kifangondo e com a actuação de uma nova geração de especialistas em áreas como oncologia, radioterapia e outras especialidades de elevada complexidade.
Humberto Cossa considerou ainda que os progressos reflectem a liderança institucional do Ministério da Saúde e o trabalho desenvolvido pela equipa técnica nacional, acrescentando que o objectivo passa agora por elevar a classificação do projecto para “altamente satisfatório”.
Melhoria nos cuidados
Na ocasião, a ministra da Saúde agradeceu o apoio contínuo do Banco Mundial e reafirmou que o projecto constitui um pilar estratégico para o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde, através do investimento na formação especializada dos profissionais e na melhoria da qualidade dos cuidados prestados à população.

De acordo com os dados apresentados, até Junho de 2026 o projecto beneficiou 18.921 profissionais de saúde em programas de pós-graduação, dos quais 61% são mulheres. Além disso, todos os profissionais formados com apoio da iniciativa foram reintegrados no Serviço Nacional de Saúde.
No domínio da gestão dos recursos humanos, o Sistema de Informação e Gestão de Recursos Humanos da Saúde (SIGRH) conta actualmente com mais de 96 mil profissionais registados, abrangendo 94% das províncias do país, permitindo uma gestão mais eficiente e baseada em dados.
O projecto permitiu igualmente equipar 29 unidades de formação, entre centros de referência e unidades satélites, com tecnologias modernas de ensino, incluindo sistemas de videoconferência e plataformas digitais de aprendizagem.
Entre os resultados alcançados destacam-se ainda a formação de 169 mentores e supervisores clínicos e a atribuição de 1.470 bolsas de estudo internacionais para capacitação de quadros em países como Brasil, Portugal, Cuba e China.
A missão do Banco Mundial prosseguiu até 25 de Junho, com visitas técnicas à província de Benguela e reuniões de trabalho destinadas a consolidar recomendações e preparar a próxima fase de investimentos no sector da saúde em Angola.