
A ADNOC, empresa petrolífera estatal de Abu Dhabi, está avaliando a possibilidade de entrar no sector energético da Venezuela e poderá buscar uma parceria com outra produtora internacional para participar dos projectos de gás do país, informou a Bloomberg News na quinta-feira, citando fontes familiarizadas com o assunto, segundo avançou o portal zawya.
A Reuters não conseguiu verificar imediatamente a informação. A XRG, braço de investimentos internacionais da ADNOC criado no final de 2024, recusou-se a comentar.
A Bloomberg afirmou que o interesse da ADNOC era preliminar e dependeria de estruturas legais e financeiras claras para o investimento, acrescentando que qualquer abordagem na Venezuela exigiria coordenação com os EUA e seria feita por meio do XRG.
O presidente dos EUA, Donald Trump, instou os executivos petrolíferos americanos a investirem 100 mil milhões de dólares para revitalizar a indústria petrolífera da Venezuela, depois de as forças americanas terem detido o líder Nicolás Maduro numa operação noturna na capital, a 3 de janeiro.
A ADNOC tem perseguido uma ambiciosa estratégia de crescimento no exterior, principalmente através da XRG, que agora detém a fabricante alemã de produtos químicos Covestro, bem como participações em uma planta de gás natural liquefeito no Texas e em várias subsidiárias da ADNOC listadas na Bolsa de Valores de Abu Dhabi.
A XRG pretende estar entre as três maiores empresas do sector químico global e entre as cinco maiores do sector de gás natural, ambas até 2050. Seus activos cresceram para mais de US$ 150 mil milhões, partindo de mais de US$ 80 mil milhões quando foi anunciada há pouco mais de um ano.
A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, além de vastas reservas de gás natural.