Angola conclui missão no BM e FMI com garantias de apoio a projectos privados

Ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme

Segundo o ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme, que chefiou a delegação angolana, a participação de Angola no evento de escala mundial permitiu, essencialmente, negociar com a Corporação Financeira Internacional (IFC, sigla em inglês) para que se reforce o financiamento de projectos ligados ao sector privado, no país, uma solicitação que foi mereceu resposta positiva desta instituição financeira do GBM, segundo avançou o portal Angola Press.

A par disso, prosseguiu, a IFC também realçou que concluiu um estudo sobre as oportunidades de negócios existentes ao longo do Corredor do Lobito, que liga os três países africanos: Angola República Democrática do Congo (RDC) e Zâmbia, através da linha férrea da província angolana de Benguela.

O também governador de Angola junto do Banco Mundial disse que o sector turístico angolano foi outro sector que despertou o interesse da Corporação Financeira Internacional, braço privado financeiro do GBM.

Victor Hugo Guilherme salientou, igualmente, que a pré-carteira da IFC em Angola, uma vez que ainda nem todos os projectos estão aprovados,  é bastante diversificada  e  passa pelo  financiamento de construção de  infra-estruturas.

Adiantou que,  para esses financiamentos chegarem,  é necessário  uma boa preparação dos projectos, um processo que Angola conta com a ajuda do Banco Mundial.

“Se não nos prepararmos mais e estarmos engajados, não teremos o apoio que estamos a contar, pois em todos os encontros que participei fez-se referência ao Corredor do Lobito como um exemplo de projecto bem estruturado a ser seguido”, salientou.

Referiu que as áreas de financiamento englobam  infra-estruturas de apoio à agricultura, tendo acrescentado que para o sector do turismo foi incluído o Banco Mundial,  uma vez que, para este pacote  exige algumas condições prévias, ou seja, a IFC “não vai poder financiar”, mas sim o Banco Mundial”, clarificou.

“Estamos a falar de construção  de estradas que dão acesso aos pontos turísticos,   a questão  da energia para estes locais  para que  sejam atractivos ao investimento da IFC ”, ressaltou.

A par da IFC, a Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA, na sigla em inglês), outro braço do Banco Mundial, também se predispôs a emitir garantias para que o sector privado possa ser alavancado, segundo o ministro.

Para o governante, de forma geral, a participação de Angola foi positiva, por decorrer dentro dos marcos e objectivos traçados  em Luanda, incluindo também os contactos feitos fora  do quadro das reuniões anuais do Banco Mundial e FMI.

O  ministro fez ainda referência aos encontros relacionados com o Corredor do Lobito, no qual Angola participou  em dois momentos, conjuntamente com a República Democrática do Congo (RDC) e a Zâmbia.

Salientou que a delegação angolana   aproveitou a oportunidade em todos os  encontros para falar sobre o Corredor do Lobito,  não só como uma linha férrea de transportes, mas sim um corredor de desenvolvimento para os países envolvidos  tirarem  maior proveito.

 “Por essa razão, é que digo que levo um peso muito grande do qual teremos que compartilhar a nível do país para trabalharmos para que esse projecto de facto seja uma grande realidade,  pois  já está a ser visto como um exemplo de cooperação regional a nível do mundo”, frisou.

Concluiu que  as entidades financeiras, sobretudo o Banco Mundial, estão  dispostas em ajudar Angola  para que esse projecto comum com os outros dois países possa  ser levado avante. 

Integraram a delegação angolana no evento, que decorreu em outubro, o secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, responsáveis do Ministério das Finanças, Planeamento, Transportes e do Banco Nacional de Angola (BNA).

As reuniões do Banco Mundial e do FMI são encontros anuais que reúnem representantes de Governos, bancos centrais, sector privado e sociedade civil para debater a economia global, a erradicação da pobreza e o desenvolvimento.

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