
A informação foi avançada pelo representante da instituição, Pietro Toigo, quando falava aos órgãos de comunicação social à margem da 1ª Conferência sobre “Multilaterais e Financiamento ao Desenvolvimento”, promovida pela Revista Economia & Mercado em parceria com a consultora PWC, segundo avançou o portal J.A Online.
O responsável avançou que o BAD projecta concluir a sua carteira de 1,5 mil milhões de dólares em Angola nos próximos quatro anos, com foco na agricultura, agro negócio, infra-estruturas sociais sustentáveis de energia, água e saneamento, sem descurar os corredores logísticos internacionais, visando a diversificação económica.
De acordo com Pietro Toigo, Angola tem uma percentagem alta pelo facto de terem sido criados novos projectos nos últimos 18 meses, pelo que 45 por cento do financiamento é investido no sector da energia, 20 por cento na água e 25% no saneamento.
BAD defende harmonia para acelerar projectos
O representante do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) em Angola, Pietro Toigo, sustentou, ontem, em Luanda, a necessidade de reforçar a capacitação técnica do Estado e harmonizar procedimentos entre instituições multilaterais, para acelerar o financiamento ao desenvolvimento no país.
“Não é possível carregar num botão e, de repente, ter toda a máquina do Estado capacitada, porque para a economia angolana se abrir mais ao mundo é essencial haver maior competição pública e uma gestão eficaz dos contratos, de modo a garantir que cada kwanza investido gere o máximo de impacto no desenvolvimento”, realçou.
O representante do BAD sublinhou que há também desafios a nível global, nomeadamente a fragmentação dos processos de financiamento entre diferentes instituições multilaterais, o que cria redundâncias e encarece o tempo de execução dos projectos.