Banco Mundial destaca projectos de desenvolvimento do capital humano

Os programas angolanos Kwenda e de especialização de profissionais da saúde concorrem para o desenvolvimento do capital humano e servem de mola impulsionadora, considerou em Luanda, o economista sénior do Banco Mundial, Nelson Eduardo

O responsável falava sobre o “financiamento da formação do capital humano”, tema inserido na Conferência Nacional sobre Capital Humano que decorreu de numa iniciativa do Governo angolano, segundo avançou o portal Angola Press.

O economista explicou que o programa Kwenda consiste na entrega de uma renda mensal às famílias em situação de vulnerabilidade, tornando-se num mecanismo de engajamento do capital humano, pois cria renda às famílias que, por sua vez, utilizam-na para educação, agricultura, entre outras nuances.

No que diz respeito ao programa de especialização em saúde, destacou que com este financiamento, o Banco Mundial pretende ajudar o país a diminuir significativamente o déficit de profissionais no ramo da saúde.

Nelson Eduardo frisou que, apesar destes avanços, Angola continua a enfrentar um nível baixo de capital humano, fruto das dificuldades de acesso ao sistema educativo, situação que limita o desenvolvimento cognitivo das crianças em idade escolar.

Para além das limitações de acesso, apontou também a baixa qualidade do ensino como factor que reduz a capacidade de aprendizagem e afecta a competitividade do capital humano angolano.

Referiu ser necessário que a iniciativa para a melhoria do sistema educativo parta de dentro, com aumento significativo de investimentos, uma vez que actualmente o país investe apenas 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, valor bastante inferior comparado a outros países da África Austral.

Por sua vez, o representante da Universidade Gregório Semedo, José Semedo, propôs a criação de um Fundo Nacional de Financiamento da Educação, com recursos provenientes do Orçamento Geral do Estado, contribuições de grandes empresas públicas e financiamento externo.

Acrescentou ainda a necessidade de adopção de uma diplomacia científica, para que Angola possa mobilizar parcerias e financiamentos junto de países desenvolvidos e organismos internacionais, com vista a reforçar a qualidade e o acesso ao ensino no país.

Durante dois dias, vários actores do cenário social, político e económico do país, discutiram ideias com foco na melhoria das estruturas de ensino e formação profissional, no ajustamento da oferta formativa e na adequação das qualificações às reais necessidades do mercado de trabalho nacional.

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