
Essa sugestão surge pelo facto de o mercado de capitais angolano estar ainda concentrado na dívida pública, com bancos e as empresas de consultoria com pouca experiência na estruturação de transacções de obrigações corporativas, segundo avançou o portal Angola Press.
Em declarações à imprensa, à margem de um workshop técnico sobre Validação de Finanças Sustentáveis, a responsável afirmou que o mercado privado em Angola é principalmente de empresas pequenas e sem capacidade para emitir obrigações verdes.
Em face disso, entende que a banca pode agregar essas pequenas empresas privadas e seus projectos – sem descurar os do Governo – e criar um portfólio para uma emissão maior de obrigações verdes sustentáveis.
Defendeu, ainda, a definição de critérios de elegibilidade para emissões sustentáveis corporativas e aumento do volume de projectos, com vista a se criar profundidade e investimentos secundários para criação desse mercado no país.
Olhando para a realidade de Angola, apontou como prioridade a aposta em energias renováveis, gestão de resíduos de e o ecoturismo.
Heather Matson reconheceu os esforços do Governo angolano na regulação dessa matéria, mas reconheceu haver um ecossistema interno limitado de consultores, subscritores e verificadores com experiência em finanças sustentáveis.
O workshop técnico de Validação sobre Finanças Sustentáveis foi promovido pela Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Angola.11
A iniciativa visa promover uma compreensão partilhada entre os principais operadores e identificar áreas que necessitem de aperfeiçoamento adicional, estabelecendo as bases para os próximos passos na preparação do caminho de Angola e empresas para a primeira emissão de obrigações verdes.
Com duração de um dia, o evento juntou membros do Governo, representantes das Nações Unidas e de instituições financeiras.
No evento foram abordados, essencialmente, a “Revisão de políticas e regulamentos”, bem como a “Preparação para o mercado de obrigações sustentáveis”.