
A produtora de gás americana Caturus anunciou que sua unidade, a Commonwealth LNG, assinou um contrato de 20 anos para fornecer 1 milhão de toneladas por ano de GNL à Saudi Aramco, provenientes de seu projecto de exportação proposto na Louisiana, segundo avançou o portal zawya.
Os EUA têm trabalhado para consolidar sua posição como o maior exportador mundial de GNL, ultrapassando os antigos líderes Catar e Austrália.
O sector de GNL registrou um aumento na actividade comercial desde que o presidente Donald Trump suspendeu a proibição de novas licenças de exportação no ano passado.
“Este acordo destaca a forte demanda internacional por GNL dos EUA e ressalta como nossos relacionamentos de longa data e nossas capacidades posicionam a Caturus para atender aos mercados globais”, disse David Lawler, CEO da Caturus.
Normalmente, os desenvolvedores de GNL chegam a uma decisão final de investimento em projectos depois de garantirem contratos de fornecimento suficientes para obter o financiamento necessário para a construção. A Commonwealth havia declarado que queria atingir 8 milhões de toneladas por ano em contratos de fornecimento para chegar à decisão final de investimento.
No mês passado, a Reuters noticiou, citando fontes, o acordo entre a Aramco e a Commonwealth LNG.
A primeira fase do projecto da Commonwealth deverá gerar uma receita anual estimada em US$ 3,5 mil milhões em exportações, com início das operações previsto para 2030, segundo comunicado da empresa.
Caturus afirmou que a Aramco se junta a um grupo de empresas que assinaram contratos de longo prazo com o projecto, incluindo a Glencore, a JERA, maior geradora de energia do Japão, a Petronas da Malásia, a Mercuryia e a EQT.
A Aramco também tem buscado expandir seu portfólio de fornecimento de GNL, que está em rápido crescimento, especialmente nos Estados Unidos, onde a capacidade de GNL deverá quase dobrar nos próximos quatro anos.
A empresa já firmou acordos com outras empresas americanas, incluindo o projecto Rio Grande LNG da NextDecade.