Centro de formação profissional capacita 400 jovens por trimestre.

O Centro de Formação Técnico-profissional do Caminho-de-Ferro de Luanda, situado na Estação de Catete, sede da província do Icolo e Bengo, vai começar, neste ano, a formar mais de 400 técnicos por trimestre, nas especialidades de Mecânica.

A informação foi obtida na sequência de um encontro de trabalho que reuniu responsáveis do sector dos Transportes Ferroviários e do Governo Provincial, com o objectivo de averiguar os constrangimentos inerentes à reactivação do referido Centro de Formação Profissional. Segundo dados, o Centro, que se encontra paralisado há mais de 10 anos, tem previsão para entrar em funcionamento no primeiro trimestre deste ano, para formar quadros nas mais diversas especialidades mecânicas para o sector Ferroviário e áreas afins, segundo avançou o portal JA Online.

O centro passa, actualmente, por intervenções de reabilitação, que permitiu a recuperação da infra-estrutura, a instalação de equipamentos nos laboratórios de Engenharia, estando as obras com mais de 95 por cento de execução.

A sua reactivação representa um passo estratégico para o reforço da qualificação técnico-profissional na província, promovendo a empregabilidade, a inclusão social e o desenvolvimento sustentável no Icolo e Bengo.

Este facto motivou uma análise técnica conjunta para identificação de soluções concretas que permitam a sua conclusão e a entrada em funcionamento no mais curto espaço de tempo.

O encontro foi presidido pelo governador provincial do Icolo e Bengo, Auzílio de Oliveira Jacob, e contou com a presença do director do Gabinete do ministro de Estado para a Coordenação Económica, Lufinda do Amaral, e representantes da Agência Nacional dos Transportes Terrestres, do Caminho-de-Ferro de Luanda e do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP).

Durante uma visita realizada à infra-estrutura, no mês de Janeiro deste ano, o ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu, reafirmou que a activação do Centro de Formação visa garantir acções formativas específicas e de refrescamento para os técnicos do sector.

O governante considerou, na altura, que uma vez em funcionamento, a infra-estrutura pode atrair iniciativas empresariais privadas e de carácter público para dinamizar o crescimento da província do Icolo e Bengo.

“Podemos tirar partido destas infra-estruturas, formando as pessoas desta região e gerar empregos”, disse na altura, tendo considerado o Centro o cérebro das empresas do sector dos Transportes, por ser o garante da operação eficiente e eficaz. “A manutenção e engenharia são, claramente, o cérebro deste negócio e desta actividade. Com o Centro de Formação ao lado, podemos ter aqui acções que na prática convergem para esse objectivo”, explicou.

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