Cônsul-geral em Cape Town apoia projecto “Terras Raras” do Longonjo

A cônsul-geral de Angola na Cidade de Cabo, África do Sul, Elsa Caposso Vicente, mostrou-se, sabado, no Huambo, satisfeita com fim da fase de prospecção para a exploração da reserva do minério bruto do Longonjo denominado “Terras Raras” que vai fornecer o Neodímio (Nd) e Praseodímio (Pr) e outros metais especiais, cuja exploração arranca em 2027.

A diplomata, acompanhada pelos empresários sul-africanos, no quadro da I Excursão Empresarial, entre Angola e África do Sul, realizada sob o lema “Conectando Negócios, Construindo o Desenvolvimento”, destacou o potencial do Longonjo e vaticina que com a exploração do minério bruto “Terras Raras” prevista para 2027, o projecto vai gerar factor de desenvolvimento para Angola, em geral, e para província do Huambo, em particular, sobretudo na criação de oportunidades de emprego directos e indirectos para a juventude, segundo avançou o portal JA Online.

Em declaração à imprensa, a diplomata angolana esclareceu que o projecto de exploração da mina de “Terras Raras” é transversal e que não apoia apenas Angola, mas também todos os países que alinham o Corredor do Lobito, tendo adiantado que o empreendimento visa levar, igualmente, o desenvolvimento na região da África Austral.   

O projecto tem o potencial de tornar-se a primeira grande mina em África, na extracção de compostos de sulfato de Neodímio (Nd) e Praseodímio (Pr), representando, desta forma, uma oportunidade para a diversificação da economia, através da industrialização mineral.

A administradora do município do Longonjo, Wilni Ekuikui, informou que a visita de empresários sul-africanos traduz-se numa grande importância para o desenvolvimento da região e vai contribuir para a criação de empregos.  

Corredor do Lobito

A diplomata Elsa Caposso Vicente afirmou que o Porto do Lobito e o Corredor do Lobito representam um chamariz de oportunidades atraentes para as empresas logísticas sul-africanas investirem.

Elsa Caposso confirmou que, no âmbito da I excursão com uma delegação integrada por 55 empresários sul-africanos, almejam investir na área da Agricultura, Indústria, Pecuária entre outras.

A cônsul-geral anunciou que a classe empresarial sul-africana manifestou interesse em colocar no Polo de Desenvolvimento Industrial da Catumbela (PIDIC) uma fábrica de aço, que vai permitir gerar emprego e desenvolvimento.

Segundo ela, os empresários sul-africanos querem continuar a avaliar o que estão a ver e a província de Benguela tem um potencial a mostrar. 

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