
Trata-se do Projecto de Avicultura da fazenda Quizenga, no município de Cacuso, e a fábrica de sapatos “Major Canhangulo”, reaberta após seis anos de inactividade. Ambas as iniciativas visam reforçar a sustentabilidade alimentar das FAA e promover a reintegração socioeconómica de ex-militares e das comunidades locais, segundo avançou o portal zawya.
Lançado em Dezembro de 2023, o Projecto de Avicultura conta, actualmente, com 20 naves operacionais, capacidade instalada para 412 mil aves por ciclo de 45 dias e já gerou 30 empregos directos. Avaliado em 50 milhões de dólares, o empreendimento é executado pela empresa Jampur e prevê atingir 140 naves até ao final de 2024 — 60 em Malanje e 80 no Cuanza-Norte —, o que deverá permitir a criação de 800 empregos directos e cerca de dois mil indirectos. A capacidade de abate instalada permitirá processar até sete milhões de frangos por ano, sendo que a produção actual ronda a 20 mil aves por ciclo.
A visita do ministro estendeu-se também à fábrica de sapatos “Major Canhangulo”, localizada no bairro Cafufuco, que reabriu ontem em fase experimental, com o objectivo de duplicar a produção — de 250 para 500 pares de sapatos por dia — a partir de Julho, altura em que a unidade deverá receber novos equipamentos e matéria-prima.
Durante o acto, João Ernesto dos Santos “Liberdade” destacou o papel da unidade fabril na reintegração social e económica de antigos combatentes, sublinhando a importância da sua reactivação para a dinamização da economia local. A fábrica já criou 23 postos de trabalho e prevê atingir 120, incluindo familiares de ex-militares.
O director da unidade, Pedro Tito, avançou que a produção actual é de 30 pares por dia, e que o aumento dependerá da chegada de novos equipamentos. A matéria-prima será adquirida no mercado nacional e importada de países como Portugal, Itália, Espanha, Índia e outras nações asiáticas. Além de calçado militar, a fábrica prevê produzir também sapatos civis.
Após um processo de reestruturação e privatização, a unidade passa a ser gerida por uma nova administração, com contratos ainda em fase de formalização. O responsável técnico, Lourenço Paulo, garantiu que a fábrica está tecnicamente pronta, explicando que as máquinas, com uma vida útil de 50 anos, deixaram de operar em 2017.