
O Egipto pagou cerca de US$ 5 mil milhões em contas atrasadas a parceiros estrangeiros de petróleo e gás e pretende reduzir os débitos restantes para US$ 1,2 mil milhão até junho de 2026, afirmou o primeiro-ministro Mostafa Madbouly, segundo avançou o portal zawya.
Em 30 de junho de 2024, as dívidas em atraso totalizavam US$ 6,1 mil milhões, afirmou ele em comunicado, acrescentando que o governo também estava honrando as faturas mensais dos parceiros.
A escassez de moeda estrangeira obrigou o Egipto a adiar pagamentos a empresas petrolíferas internacionais que operam no país, desacelerando o investimento e contribuindo para uma queda na produção de gás, o que o forçou a depender fortemente de importações a partir de 2022, seja do vizinho Israel ou de cargas de GNL (Gás Natural Liquefeito) de alto custo.
Mas, após um gigantesco acordo de 35 mil milhões de dólares em 2024 com os Emirados Árabes Unidos pelos direitos de desenvolvimento de um trecho privilegiado da costa mediterrânea do Egipto, o Egipto começou a pagar as empresas petrolíferas.
O Egipto produziu 3.635 milhões de metros cúbicos de gás em outubro do ano passado, um ligeiro aumento em relação aos 3.525 milhões de metros cúbicos de setembro, mas uma queda em relação aos 3.851 milhões de metros cúbicos de outubro de 2024, de acordo com a Joint Organizations Data Initiative.