
Diamantino Azevedo discursava na cerimónia do primeiro corte de aço no estaleiro da Petromar, marcando, assim, o início do fabrico de equipamentos metálicos para as plataformas do “Projecto Kaminho”, levado a cabo pela TotalEnegies, em parceria com a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), Sonangol, Petromar e demais parcerias do Bloco 20, segundo avançou o JA Online.
O empreendimento, vocacionado ao fabrico de mais de 5,5 toneladas de diversas estruturas metálicas para as unidades flutuantes (FPSO) e SURF a serem instaladas na bacia offshore a Sul do Kwanza, é composto por dois campos (reservatórios), cuja média de produção, a partir de 2028, está projectada para cerca de 70 mil barris por dia. A perspectiva é atingir mais 350 milhões de barris durante o seu tempo de actividade, suportada por 13 pontos submarinos, com mais de 100 quilómetros de linhas.
Diamantino Azevedo expressou, em nome do Governo angolano, gratidão à Totalenegies pelo convite para a cerimónia do corte do primeiro aço em Angola do “Projecto Kaminho”, salientando que a empresa tem sido um parceiro fundamental na indústria petrolífera, pois, enfatizou, não se limitou a consolidar a sua posição como maior produtora do país, mas, também, investiu consistentemente no desenvolvimento da indústria, no crescimento económico e na valorização do capital humano.
Numa altura em que se realizava, em Luanda, uma Conferência Nacional sobre o Capital Humano, o ministro apontou a formação e capacitação de técnicos angolanos como uma das maiores preocupações do Executivo angolano.
O lançamento do Projecto Kaminho, no ano passado, foi, para Diamantino Azevedo, “um passo importante”, mas a cerimónia de corte do primeiro aço, sublinhou, “simboliza uma viragem para a indústria petrolífera angolana”, por se tratar do primeiro desenvolvido na zona marítima da Bacia do Kwanza, uma área que, ultrapassados os desafios, deixa antever um futuro promissor, abrindo certeza para o incentivo de novos investimentos e exploração na referida bacia.
O director-geral da TotalEnegies, Martin Deffontain, considerou a materialização do Projecto Kaminho uma ilustração dos passos rumo ao crescimento económico de Angola e autonomia em equipamentos, em vésperas da comemoração dos 50 anos da Independência Nacional.