Executivo tem 3.560 projectos em carteira.

O Ministério do Planeamento conta com uma carteira de 3.560 projectos de vários sectores de actividade para serem implementados este ano, no âmbito do Programa de Investimento Público (PIP) avaliado em 5.338 milhões de kwanzas.

Esses dados foram avançados em Luanda, pelo secretário de Estado para o Investimento Público, Ivan Marques dos Santos, durante a abertura do Seminário Metodológico sobre o Decreto Presidencial n.º 194/25,de 21 de Outubro, segundo avançou o portal JA Online.

Para a lista de prioridade, o Governo inscreveu no global uma carteira de 300 projectos de vários sectores de actividade, com destaque para Energia e Águas, Saúde, Transportes, Infra-estruturas Rodoviárias, Desportos, entre outros programas inclusivos com sustentabilidade económica e financeira.  

Ivan dos Santos sublinhou que o objectivo do Governo é finalizar esses projectos que criam impacto directo e rendimento nas famílias, sobretudo para o crescimento e desenvolvimento económico e social. O governante destacou que com a preparação e execução desses projectos, o Governo pretende criar impacto positivo socioeconómico e garantir que o programa esteja disponível para as populações, que é a prioridade do Executivo.  

No ano passado, a carteira do Governo atingiu 3.022 projectos com um limite do PIP de 5.537 milhões de kwanzas. Para Ivan Marques dos Santos, o investimento público constitui um dos principais instrumentos de materialização das políticas públicas e de concretização das prioridades estratégicas do Estado.

O governante assegurou que cada projecto inscrito no Programa de Investimentos Públicos responde de forma clara aos objectivos definidos no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN 2023-2027) e alinhados com o Sistema Nacional de Planeamento.

“Num contexto em que os recursos públicos são escassos e as necessidades sociais cada vez mais prementes, impõe-se a todos um compromisso renovado com o rigor técnico, coordenação interinstitucional e a responsabilização na gestão do investimento público”, apelou. 

Novo quadro legal

Ivan dos Santos garantiu que o seu pelouro vai continuar a desempenhar o seu papel de coordenação estratégica do Sistema Nacional de Planeamento e do Programa de Investimento Público, bem como trabalhar em estreita articulação com o Ministério das Finanças e outras instituições do Executivo, com o objectivo de assegurar maior coerência entre planeamento, orçamento e execução.

O Decreto Presidencial n.º 194/25, de 21 de Outubro aprova as regras e procedimentos de preparação, aprovação, execução, acompanhamento e avaliação do Programa do Investimento Público (PIP). O actual Decreto surge como um modelo mais rigoroso, integrado e orientado para resultados, garantindo maior coerência entre o planeamento estratégico, a programação orçamental e a execução efectiva dos projectos de investimento público.

O Diploma permite ao Ministério do Planeamento trazer maior dinâmica, integração de normas legais. “No passado, tínhamos entre três e quatro diplomas do PIP que foram constituídos num único diploma”, explicou. 

O Executivo promoveu o seminário para que todos tenham conhecimento da nova roupagem e darem as suas contribuições para a sustentabilidade do di- ploma”, concluiu.

Constituem como valências na inovação do Diploma, a clarificação das responsabilidades institucionais ao longo do ciclo. 

Representantes esclarecidos sobre acções do Executivo  

Os representantes dos governos províncias foram informados que cinco mil milhões de kwanzas são o limite para a inscrição de projectos públicos.

O prelector Banto dos Santos afirmou que o governador dentro da sua competência pode aprovar projectos, mas no limite das suas competências e dentro das linhas orientadoras do novo Decreto Presidencial. Acrescentou que caso o valor ultrapasse, deve ser deixado sob critério do Ministério das Finanças.

O especialista afirmou que durante a execução do PIB, os governadores podem propor fora das suas competências somente ao titular do poder executivo. “Só o Presidente da República deve validar novos projectos acima dos cinco mil milhões de Kwanzas”, esclareceu. 

A Carteira Provincial de Projectos Públicos é mantida pelos respectivos governos provinciais e a sua inclusão é feita através da aplicação do processo de elegibilidade.

Bastos dos Santos disse que muitos projectos são inscritos com muitas lacunas, carregadas de insuficiências e têm atrapalhado o processo de financiamento. Para se inverter o quadro, o especialista apelou aos Gabinetes de Estudos Planeamento e Estatísticas (GEPE) dos governos províncias a cumprirem com os procedimentos legais para a inscrição dos Projectos de Investimento Público.

 O Programa de Investimento Público (PIP) é financiado pelo Orçamento Geral do Estado via Recursos Ordinários do Tesouro. O PIP pode ser financiado por outros recursos provenientes de doações, financiamento interno e externo.

Uíge inscreve 11 projectos A província do Uíge inscreveu cerca de 11 projectos de investimento público, sendo sete, em 2025, para carteira do PIIM, e quatro, para a carteira de 2026. 

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