
O governante falava à imprensa, por ocasião do primeiro aniversário da institucionalização da província, assinalado a 28 de Dezembro, segundo avançou o portal Angola Press.
Lúcio Amaral realçou que os projectos serão executados no âmbito do Orçamento Geral do Estado (OGE) 2026.
Detalhou estarem previstas a construção do Instituto Industrial de Mavinga, escolas primárias de sete salas de aula nos municípios do Luengue e Xipundo, todas acompanhadas de residências para professores e quadras desportivas.
Consta igualmente do OGE 2026 a construção do hospital municipal do Dima, bem como a conclusão de uma escola primária de sete salas de aula.
Para o mesmo período, está projectada a construção das administrações municipais e palácios governamentais do Luengue, Mavinga, Luiana e Xipundo, cujas obras arrancarão após concurso público.
Face ao défice de quadros qualificados, o governador revelou que o Executivo provincial solicitou ao Ministério da Educação a criação de um Instituto Politécnico Superior no Cuando, com enfoque nas áreas de engenharia civil, hidráulica, agronomia e veterinária.
Enquanto se aguarda resposta, o Governo provincial está a custear, com fundos próprios, a formação de 20 bolseiros locais em Luanda, nas áreas de engenharia.
No sector da educação geral, Lúcio Amaral anunciou a construção de 35 novas escolas, com mais de sete salas de aula, com o objectivo de reduzir o número de mais de 10 mil crianças fora do sistema normal de ensino.
Reconheceu ainda o grande défice de recursos humanos na província, onde algumas administrações municipais funcionam com apenas 10 a 13 funcionários, situação que motiva a preparação de concursos públicos nos sectores da educação e da saúde, previstos para o primeiro trimestre de 2026.
Com uma população estimada em 138.770 habitantes, a província do Cuando dispõe actualmente de apenas cinco médicos.
Projectos de âmbito central
Entre os projectos de execução central, consta a construção, a partir de 2026, dos sistemas de captação, tratamento e distribuição de água potável em Mavinga e na sede municipal do Dirico.
Está igualmente prevista a construção de um parque fotovoltaico em Mavinga, pela empresa Sinohydro, que também será responsável pela edificação de uma subestação eléctrica.
Lúcio Amaral informou ainda a existência de financiamento para a construção da nova pista de aviação de Mavinga, igualmente de âmbito central.
Aposta na agricultura
No domínio agrícola, o governador reiterou o contínuo apoio às famílias camponesas com sementes, enxadas, catanas e fertilizantes, considerando a agricultura a principal via para o auto-sustento das populações.
Destacou a organização das famílias em cooperativas e associações, com vista a legalização de terras e acesso ao financiamento do Fundo de Desenvolvimento Agrário e da banca.
Segundo o governante, foram já distribuídos 40 hectares de terra às famílias camponesas do bairro 11 de Novembro, em Mavinga, e criado um pólo agrícola de 15 hectares para a produção de alho no Licua, município do Luengue, com resultados considerados satisfatórios.
A iniciativa será alargada a outras zonas, como Lomba Kavungo e Lomba Ponte.
Turismo e segurança
No sector do turismo, Lúcio Amaral sublinhou o potencial da província no âmbito do projecto Okavango-Zambeze, que integra os parques nacionais do Luengue–Luiana e de Mavinga.
Referiu o interesse de empresários nacionais e estrangeiros, com previsão de início de investimentos em 2026, destacando o Bico de Angola, no município do Luiana, como uma das principais áreas de atracção turística.
Quanto à segurança, garantiu que as fronteiras com a Zâmbia e a Namíbia estão estáveis, graças à cooperação bilateral, reiterando o combate à caça furtiva e à exploração ilegal de diamantes.
Governação de proximidade
O governador destacou a governação de proximidade como pilar da sua actuação, sublinhando a importância dos conselhos de auscultação comunitária.
Considerou positivo o balanço do seu mandato, afirmando que o Governo está a administrar todo o território provincial através da implantação efectiva do poder do Estado.
Por fim, Lúcio Gonçalves Amaral reiterou que a província do Cuando está aberta ao investimento privado, em função das suas potencialidades económicas e naturais.