Governo angolano garante facilidades para investimentos no projecto do sector Mineiro

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, assegurou, no Namibe, que um dos principais desafios do sector passa por criar mais facilidades para os empresários, de modo a dinamizar a actividade e atrair investimentos para a exploração e transformação local de recursos minerais.

Em declarações à imprensa, no final de uma jornada de trabalho que incluiu visitas aos municípios do Sacomar, Moçâmedes e da Bibala, o governante destacou a construção do Pólo de Desenvolvimento de Rochas Ornamentais, uma infra-estrutura semelhante à existente em Saurimo, Lunda-Sul, para os diamantes, segundo avançou o JA Online.

O Pólo, segundo o ministro, vai permitir a instalação de fábricas de transformação de rochas ornamentais, acrescentando valor aos recursos minerais existentes no Namibe e na província da Huíla, com possibilidade de exportação de produtos intermediários e finais.

Diamantino Azevedo sublinhou ainda que cabe ao Estado melhorar os termos de outorga dos direitos mineiros, dar maior celeridade na tramitação dos processos e assegurar melhor disponibilização da informação geológica, enquanto aos empresários compete cumprir a legislação, para garantir que os potenciais recursos existentes sejam devidamente aproveitados.

Durante a visita, o ministro manifestou satisfação com o funcionamento das instituições do sector na província, destacando a fábrica de transformação de mármore e granito no Cambongue, município do Sacomar, bem como a pedreira de exploração de carbonato de cálcio, já integrada a uma unidade fabril que transforma o mineral em produtos intermediários para exportação.

A deslocação incluiu também um encontro com empresários e associações do sector, que aproveitaram a ocasião para apresentar preocupações, constrangimentos e propostas de melhoria, no sentido de contribuir para o crescimento económico, social e para a qualidade de vida das populações.

Abastecimento de derivados

O PCA da Sonangol, Sebastião Martins, esclareceu, em Moçâmedes, que o fornecimento de combustíveis e gás às províncias do Namibe, Huíla e Cunene se mantém estável, apesar de algumas dificuldades logísticas registadas nos últimos dias.

Segundo o gestor, a situação resultou de atrasos pontuais na atracação de navios no Porto do Namibe, principal centro de abastecimento da região, o que gerou a percepção de escassez junto dos consumidores.

O mercado, garantiu, está a ser regularmente abastecido e informou que um navio com cerca de 900 toneladas de gás doméstico começou a ser descarregado na quarta-feira, para reforçar as reservas locais.

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