Japão doa mais de 265 mil dólares para projecto de desminagem

Duzentos e sessenta e cinco mil 410 dólares serão aplicados no reforço das acções de desminagem do município do Seles (Cuanza-Sul), no quadro do Programa de Assistência a Projectos Comunitários de Segurança Humana.

O valor será disponibilizado pelo Governo do Japão à organização não-governamental belga APOPO Humanitária, que executa um projecto de desminagem em 15 áreas deste município, segundo avançou o portal Angola Press.

A informação foi avançada em Luanda, pelo director da APOPO, Manuel João Agostinho, à margem da cerimónia de assinatura de um contrato que envolve Angola e Japão, com a finalidade de reforçar os laços entre os dois países.

Referiu que a nova contribuição será somada aos apoios recebidos da Bélgica e de outros parceiros internacionais, permitindo à APOPO implementar um projecto de desminagem de 15 áreas contaminadas, envolvendo um milhão de metros quadrados, entre Outubro de 2025 e Setembro de 2026.

Segundo Manuel Agostinho, o projecto beneficiará cerca de 16 mil pessoas, que poderão utilizar as terras libertadas para fins agrícolas e comunitários, reduzindo os riscos de acidentes e contribuindo para o desenvolvimento socioeconómico local.

“Esta é a terceira doação que recebemos do Japão desde 2021, totalizando 829.664 dólares. Com esse apoio, já conseguimos limpar mais de 2.500 metros quadrados, destruir cinco mil engenhos explosivos e sensibilizar mais de 18 mil pessoas”, frisou.

Enfatizou que a POPO actua alinhada com a estratégia nacional de acção contra minas e com a convenção de Ottawa, pelo que pretende contribuir para que Angola cumpra o compromisso de libertar o país de minas até 2030.

Na ocasião, o embaixador do Japão em Angola, Sano Hiroaki, destacou a cooperação entre os dois países, tendo lembrado que o apoio japonês à desminagem remonta ao início dos anos 1990.

Desde então, o diplomata disse que o Japão já investiu mais de 29 milhões de dólares em acções de remoção de minas no território angolano.

“Com as minas, as terras não podem ser usadas para agricultura ou desenvolvimento. Por isso, acreditamos que desminar é essencial para melhorar a vida das pessoas”, sublinhou.

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