
A informação foi divulgada em Luanda pela Gestora de Projectos da Delegação da UE em Angola, Alba Valle Basanta, durante a Cerimónia de entrega de certificados, no âmbito da implementação do Projecto CircuwasteVet África (CWVA), esclarecendo que a iniciativa abrangeu as províncias de Benguela, Huambo, Huíla e Luanda, segundo avançou o portal JA Online.
No mesmo período, prosseguiu, o projecto permitiu a formação de 103 estudantes e profissionais do ensino superior europeu a partir de Angola.
A gestora destacou que o programa Erasmus+ da União Europeia é uma das iniciativas mais emblemáticas, que, desde 1977, tem promovido parcerias internacionais para mobilidade académica e a cooperação entre instituições de ensino, tornando-se um marco na educação e formação profissional.
Inicialmente, destinada para o ensino superior, informou, o programa expandiu-se em 2014, passando a incluir as instituições de ensino e formação profissional, cujo impacto em África, de 2016 a 2020, fez com que cerca de 13 mil estudantes, docentes e técnicos, participassem no intercâmbio na Europa, enquanto 8 mil europeus se deslocaram ao continente africano.
Além disso, referiu, outras instituições como Salesianos de Dom Bosco e Caritas Angola têm participado activamente no Projecto Erasmus+, no domínio da formação técnico profissional.
Objectivos
Alba Valle Basanta explicou que o objectivo da União Europeia é fazer com que mais instituições de ensino angolano estabeleçam laços de cooperação com europeias, assim como congéneres africanas para partilha de conhecimentos e de boas práticas a nível do ensino e formação.
O projecto, sublinhou, visa contribuir para a visão da União Africana para o tema de 2024, “Educar um africano apto para o século XXI: Construindo sistemas educacionais resilientes para um maior acesso à aprendizagem inclusiva, ao longo da vida, de qualidade e relevante em África”.
Circuwaste Vet África, informou, contribui para a solução do desafio “Triple-E”, incluindo Educação, Emprego e Empoderamento, nos quatro países africanos seleccionados, designadamente Angola, Gana, Namíbia e São Tomé Príncipe.
De acordo com a responsável, a iniciativa serve, ainda, para enfrentar desafios educacionais através do desen- volvimento de um programa profissional multidisciplinar único, que capacita os alunos com habilidades práticas, a fim de reduzir, gerenciar e reutilizar resíduos urbanos, assim como fomentar a capacidade empreendedora por meio de treinamento em modelos de negócios circulares e microempreendedorismo.
Na ocasião, a directora-geral adjunta para área de Formação profissional do INEFOP, Ariete Maura Figueira, destacou a instituição como órgão reitor da preparação de cidadãos para o mercado de trabalho em Angola.
Ariete Figueira considerou que os formandos que passaram por esta formação adquiriram novas competências técnicas e qualificações, e, pelos testemunhos dados, esse conhecimento não ficará apenas para eles.
“Temos a certeza que cada um dos formandos conseguiu perceber o impacto que a formação profissional tem, que significa transformar, sendo que os desafios alinhados com as metas do INEFOP se baseiam na educação, empoderamento e emprego”, disse.