
O acto foi presidido pelo vice-governador para o Sector Técnico e Infra-estruturas, Adilson Gonçalves, que considerou o programa uma mais-valia para o desenvolvimento local, sobretudo numa altura em que decorre, em paralelo, o projecto de Auto-construção Dirigida, segundo avançou o JA Online.
“Benguela, à semelhança de outras províncias, enfrenta sérios desafios de ordenamento do território. O SONA vem em boa hora e vai reforçar a capacidade de intervenção urbana”, destacou Adilson Gonçalves, sublinhando que as primeiras acções realizar-se-ão nos municípios de Benguela, Catumbela e Lobito.
De acordo com o responsável, a província já acompanha o projecto há dois anos, reconhecendo o seu potencial para transformar os centros urbanos e melhorar as condições de habitabilidade da população.
O director nacional do Instituto do Ordenamento do Território, Henriques dos Santos, explicou que o SONA está alinhado ao Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027 e responder aos desafios impostos pela urbanização acelerada e pelo crescimento populacional.
Por seu turno, o coordenador-adjunto do SONA junto do Banco Mundial, Belisário dos Santos, informou que o financiamento do projecto é assegurado pela instituição por meio do instrumento designado “Programa para Resultados”, sendo este o primeiro em Angola a beneficiar deste modelo inovador, que privilegia a obtenção de resultados concretos em detrimento do formato tradicional de investimento.
O Projecto SONA, aprovado pelo Despacho Presidencial n.º 279/24, de Dezembro, vai abranger inicialmente as províncias de Benguela, Huambo e Huíla, com enfoque na habitação, requalificação urbana e fortalecimento da gestão dos serviços municipais, promovendo um desenvolvimento urbano mais inclusivo e sustentável.