Projecto “O Sul Também é Aqui” forma jovens artistas em Benguela

Um total de 18 jovens do município dos Navegantes, em Benguela, participou de uma acção de formação, no âmbito do Projecto “O Sul Também é Aqui”, de expressão criativa através da pintura, do audiovisual e de outras linguagens contemporâneas.

De iniciativa do artista plástico de Benguela, Adriano Cangombe, a formação versou na promoção da pintura e do audiovisual fora de Luanda, segundo avançou o JA Online.

Segundo o artista plástico, o projecto, lançado há um ano, em Luanda, tem como principal objectivo descentralizar a produção cultural do país.

A formação foi ministrada pelo artista visual, investigador cultural e professor da Universidade de Nariño, na Colômbia, Adriano Montenegro, que afirmou que a presença permitiu estabelecer pontes de intercâmbio cultural e dar aos jovens uma perspectiva internacional sobre o lugar das artes no desenvolvimento social.

“Os participantes tiveram contacto directo com as metodologias inovadoras de criação artística, num programa que explorou temas ligados à composição, criatividade e experimentação”, sustentou.

Noutro desenvolvimento, assegurou que o projecto pretende consolidar-se como um pólo de referência artística fora de Luanda, estimulando a valorização dos talentos emergentes e a construção de uma rede cultural mais participativa e diversificada.

O artista sublinhou que, embora a capital continue a ser passados quase cinquenta anos da Independência, o principal centro de mercado e consumo cultural, é fundamental que outras regiões do país afirmem o seu lugar no panorama criativo.

Adriano Cangombe, que vive há uma década em Luanda, destacou a importância de levar a arte para mais perto das comunidades.

O pintor defende que a criação artística pode funcionar como alternativa construtiva para os jovens, ajudan- do a canalizar energias, despertar talentos e combater práticas destrutivas.

Para o artista, a arte não é apenas uma forma de expressão individual, mas também um instrumento colectivo de transformação social, capaz de oferecer caminhos de inclusão, identidade e desenvolvimento.

“A ambição é fazer de Benguela e de outras províncias do Sul um pólo capaz de atrair olhares, investimentos e reconhecimento no cenário cultural angolano”, referiu.

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