
De iniciativa do artista plástico de Benguela, Adriano Cangombe, a formação versou na promoção da pintura e do audiovisual fora de Luanda, segundo avançou o JA Online.
Segundo o artista plástico, o projecto, lançado há um ano, em Luanda, tem como principal objectivo descentralizar a produção cultural do país.
A formação foi ministrada pelo artista visual, investigador cultural e professor da Universidade de Nariño, na Colômbia, Adriano Montenegro, que afirmou que a presença permitiu estabelecer pontes de intercâmbio cultural e dar aos jovens uma perspectiva internacional sobre o lugar das artes no desenvolvimento social.
“Os participantes tiveram contacto directo com as metodologias inovadoras de criação artística, num programa que explorou temas ligados à composição, criatividade e experimentação”, sustentou.
Noutro desenvolvimento, assegurou que o projecto pretende consolidar-se como um pólo de referência artística fora de Luanda, estimulando a valorização dos talentos emergentes e a construção de uma rede cultural mais participativa e diversificada.
O artista sublinhou que, embora a capital continue a ser passados quase cinquenta anos da Independência, o principal centro de mercado e consumo cultural, é fundamental que outras regiões do país afirmem o seu lugar no panorama criativo.
Adriano Cangombe, que vive há uma década em Luanda, destacou a importância de levar a arte para mais perto das comunidades.
O pintor defende que a criação artística pode funcionar como alternativa construtiva para os jovens, ajudan- do a canalizar energias, despertar talentos e combater práticas destrutivas.
Para o artista, a arte não é apenas uma forma de expressão individual, mas também um instrumento colectivo de transformação social, capaz de oferecer caminhos de inclusão, identidade e desenvolvimento.
“A ambição é fazer de Benguela e de outras províncias do Sul um pólo capaz de atrair olhares, investimentos e reconhecimento no cenário cultural angolano”, referiu.