
Depois de avaliar, durante três dias, a implementação da nova Divisão Político-Administrativa na província, o ministro constatou que a execução do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) está em fase adiantada, com a maioria dos projectos já concluídos e outros em fase de acabamento, garantindo condições para o acesso aos serviços sociais básicos, segundo avançou o JA Online.
“O PIIM permitiu reforçar a rede escolar, incluindo as zonas mais recônditas, assim como permitiu o aumento da capacidade das unidades sanitárias e da malha urbana, onde se evidencia já a criação de novas oportunidades económicas para os jovens agricultores e criadores de gado”, disse.
Dionísio da Fonseca reconheceu, também,que apesar das infra-estruturas dos novos municípios serem improvisadas, acções em curso de novas construções garantem condições para a acomodação de todos os serviços.
Para o ministro da Administração do Território, o essencial feito até ao mo- mento foi garantir a nomeação das administrações municipais e a inscrição orçamental, para permitir que cada território defina as prioridades e planeie as acções necessárias para o seu desenvolvimento de forma autónoma.
A consolidação total, acrescentou, vai depender da execução gradual dos investimentos adicionais nos próximos exercícios económicos, assim como servir de base administrativa e orçamental com vista a conferir mais identidade a cada novo município.
Além do PIIM, Dionísio da Fonseca qualificou a relevância de outros programas do Executivo, entre eles o Programa Integrado de Desenvolvimento Local e Combate à Pobreza, o Kwenda, caracterizado pela transferência de rendas às famílias vulneráveis, assim como o Projecto de Agricultura Familiar, marcado pelo incentivo à lavoura.
“Abordámos, nos encontros com os administradores e representantes locais, questões relacionadas com o acesso à água potável, vias de comunicação e participação do sector privado, sobretudo em áreas com potencial agrícola e mineiro”, referiu o ministro, para quem as acções têm reforçado a estratégia de inclusão social, produtiva e de combate às desigualdades.
Dionísio da Fonseca considerou positiva a avaliação global da visita, realçando que a província da Huíla constitui um exemplo dos progressos registados com a nova Divisão Político-Administrativa.
“Estamos perante um processo contínuo, que exige persistência e planeamento, mas que já revela sinais claros de progresso. O nosso objectivo é acelerar o desenvolvimento local, ampliar os serviços sociais e criar melhores condições de acessibilidade, de modo a servir cada vez melhor às populações”, acentuou.
Reconhecido empenho das autoridades dos Gambos
A execução do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) permitiu melhorar, consideravelmente, as condições sociais e de infra-estruturas no município dos Gambos, com realce para o acesso à água e a criação de serviços básicos.
A constatação foi feita pelo ministro da Administração do Território, Dionísio da Fonseca, na visita aos Gambos, a 145 quilómetros a Sul da cidade do Lubango, onde manteve um encontro de auscultação com os munícipes para auscultar as preocupações.
Na ocasião, o ministro foi confrontado com a escassez de água potável, degradação das estradas secundárias e terciárias, bem como a falta de escolas, postos de saúde e outras dificuldades.
Dionísio da Fonseca reconheceu as dificuldades dos munícipes, tendo em conta factores como a seca, carência de água, energia eléctrica e outros, assegurando haver o empenho das autoridades em executar vários projectos, com o propósito de mitigar os efeitos da seca, promover a mobilidade e garantir maior inclusão social.
“O PIIM não é apenas um programa de obras, mas, sim, um instrumento que procura devolver a dignidade às comunidades, levando, desse modo, os serviços essenciais até às zonas mais recônditas, com vista a haver cada vez mais inclusão social e evitar que as famílias tenham de percorrer longas distâncias para beneficiar de vários serviços”, explicou. O ministro destacou a importância de a população ter acesso à água, como prioridade para se encontrar soluções viáveis, sobretudo pelo facto de os Gambos se situar em numa zona fronteiriça com o deserto do Namibe, cujas consequências são directas.
“A recuperação dos furos e chafarizes já existentes é uma das saídas para mitigar a carência do líquido e incentivar a prática agro-pecuária”, referiu.
Para o administrador municipal dos Gambos, Francisco Barros, o contacto directo feito pelo ministro Dionísio da Fonseca com a actual realidade local representa um incentivo adicional para as autoridades para se procurar sempre buscar soluções locais, de modo a evitar que um determinado problema atinja proporções alarmantes.