
O governante falava à imprensa, após a jornada de campo do Presidente da República, João Lourenço, aos dois projectos estruturantes de abastecimento de água Bita sistema 4 e Quilonga Grande, indicando que ambos perfazem uma capacidade instalada de 750 milhões de litros/dia, para benefício de 10 milhões de habitantes, pelo que vão reverter a situação do abastecimento de água, segundo avançou o portal Angola Press.
Segundo perspectivou, juntando a capacidade actualmente existente, que também está a ser reabilitada, vai-se ter disponibilidade de água para atender os cerca de 13 milhões de habitantes que Luanda tem.
“Temos capacidade de captação e tratamento da água que chega para atender a população actual, estimamos que sejam 13 milhões, e mais uma grande margem de reserva”, indicou, adiantando que o Quilonga, com execução física de 40%, terá o sistema a funcionar em 2026.
Segundo o ministro, os valores empregue, contando com a extensão da rede e o que falta fazer, ronda os 2.130 milhões de dólares.
No entanto, considerou que os projectos pecam por tardio, pois deviam ter sido executados antes para irem cobrindo o crescimento populacional, e referiu haver actualmente disponibilidade para atender 46% da população, sendo que maior parte da população não tem água canalizada em casa.
Extensão da rede de distribuição
João Baptista Borges anunciou para os próximos tempos o início de um projecto de extensão da rede de distribuição, em zonas como Zango, Caop, Mulenvos, Calumbo, entre outras.
Mostrou-se preocupado pelo facto de grande parte da rede ser antiga, antevendo roturas nas ruas.
Segundo o governante, as obras do Bita estão atrasadas devido a necessidade de extensão do prazo de utilização do crédito estruturado, com garantia do Banco Mundial, uma vez que tinha prescrito, situação que afectou no ritmo dos trabalhos.
No entanto, garantiu que a situação não vai atrapalhar nos prazos de entrega da obra, prevista para Dezembro de 2026.
O “Bita 4” é um sistema de abastecimento integrado, composto por captação, tratamento, adução e distribuição, que prevê a captação de água bruta a partir do rio Kwanza e um canal de superfície de 400 metros até a estação de bombagem.
Contempla, entre outros, a implantação de 65 quilómetros de condutas adutoras de água tratada, para transporte aos Centros de Distribuição (CD) do sistema, a serem construídos nas localidades de Cabolombo, Ramiros e Mundial, com capacidade de reserva de 100 mil metros cúbicos e mais de três mil quilómetros de rede de distribuição para atender, numa primeira etapa, 170 mil ligações domiciliares.
Projecto Pró-água
O ministro falou também do projecto Pró-água, salientando ser um dos que compõem também a carteira de investimentos em Luanda, com um pacote de 200 milhões, neste momento em fase de reabilitação da capacidade instalada, mas não utilizada por estar em mau estado.
Está em recuperação cerca de 180 mil metros cúbicos de água, devendo o projecto reforçar algumas áreas da cidade na zona do Kilamba, Vila Flor e Zango, com a instalação de duas estações de tratamento de água compactas.