
A iniciativa da Unidade de Gestão do Reclima, pretende apoiar propostas de organizações da sociedade civil, associações comunitárias, administrações locais e outras entidades elegíveis que apresentem soluções voltadas à melhoria das condições de vida das populações, avançou o portal Angola Press.
Segundo coordenador adjunto da Unidade de Gestão de Projectos do Reclima, Carlos Figueiredo, o concurso iniciado este mês, enquadra-se na estratégia de mitigação dos impactos sociais das obras e no fortalecimento da participação comunitária, assegurando que as intervenções em curso sejam acompanhadas por benefícios sociais directos.
Reforçou que o programa prioriza projectos nas áreas de coesão social, educação e sensibilização ambiental, igualdade de género, gestão de conflitos, inclusão de jovens e mulheres, bem como apoio a grupos vulneráveis.
De acordo com a fonte, a disponibilização deste montante visa também dinamizar iniciativas locais sustentáveis, promover a boa governação comunitária e prevenir conflitos na execução de obras estruturantes.
Referiu que as candidaturas deverão cumprir os requisitos técnicos e administrativos estabelecidos no edital do concurso, sendo avaliadas com base em critérios como relevância social, viabilidade técnica, sustentabilidade financeira, capacidade de execução e impacto directo nas comunidades beneficiárias.
“O Reclima prevê igualmente acções de capacitação para as entidades concorrentes e pontos focais provinciais, de modo a garantir maior qualidade na formulação e implementação dos projectos aprovados”, disse o entrevistado.
Financiado maioritariamente pelo Banco Mundial e pela Agência Francesa de Desenvolvimento, o projecto Reclima dispõe de um orçamento global estimado em cerca de 450 milhões de dólares norte-americanos.
A iniciativa foi aprovada em 2022, tornou-se efectiva em Maio de 2023 e tem conclusão prevista para finais de 2028.
Durante este período, o programa pretende reforçar a resiliência climática, melhorar infra-estruturas críticas e promover o desenvolvimento sustentável nas zonas de intervenção, com forte envolvimento das comunidades locais.
Uma avaliação intercalar do projecto está prevista para Abril próximo, momento em que será feito o balanço do grau de execução e analisadas eventuais medidas de ajustamento para acelerar a implementação.