
Os projectos vão interligar as linhas de transmissão Soyo–Inga–Cabinda e Laúca–Kolwezi, cujas obras estão previstas para 2026, segundo avançou o JA Online.
A empresa atingiu marcos decisivos no desenvolvimento de dois dos projectos de interconexão energética mais ambiciosos da África Austral.
Estas iniciativas podem reforçar a posição de Angola como fornecedor regional de energia, promover a integração energética com a República Democrática do Congo (RDC) e desenvolver infra-estruturas internas sem recorrer à dívida pública, refere o documento.
Os projectos contam com o apoio da Rede Nacional de Transporte (RNT) e do Ministério de Energia e Aguas, à margem, da formalização de um Memorando de Entendimento, assinado em Janeiro deste ano.
O primeiro projecto interliga a cidade angolana de Soyo à província de Cabinda, passando por Matadi, na RDC.
Trata-se de uma linha de transmissão de alta tensão que será construída exclusivamente com recurso a investimento privado.
A infra-estrutura não vai apenas reforçar as exportações de energia angolana, como também assegurar o abastecimento da província de Cabinda através da rede nacional, algo inédito até agora.
Laúca-Saurimo- Kolwezi será uma linha estratégica para a industrialização, electrificação regional e dinamização do Corredor do Lobito.
O segundo, com mais de 1.200 km de extensão, ligará a central hidroeléctrica de Laúca ao centro mineiro de Kolwezi, na RDC, passando por Saurimo e Luau, em território nacional.
A linha vai ainda alimentar o coração industrial e mineiro da RDC com energia fiável e limpa, enquanto electrifica o leste de Angola de forma estrutural.