
Em antevisão ao evento, o porta-voz da delegação angolana, Pedro Tecas, afirmou que a participação de Angola visa impulsionar o Programa Nacional de Urbanismo e Habitação, bem como consolidar os compromissos internacionais assumidos pelo país no sector, avançou o portal JA Online.
Segundo o responsável, a presença angolana no fórum pretende, igualmente, atrair novas parcerias estratégicas capazes de acrescentar valor à continuidade dos projectos habitacionais e ao combate ao défice de moradias.
“Até ao momento, Angola já construiu mais de 350 mil unidades habitacionais e queremos reafirmar o compromisso de continuar a promover habitação condigna para todos os angolanos”, destacou.
Projectos estruturantes
Durante o fórum, Angola apresentará os projectos NjILA e SONA como exemplos de boas práticas em implementação no país. As iniciativas, financiadas pelo Banco Mundial, têm contribuído para o reforço da gestão urbana e para a melhoria das condições de vida das populações.
O projecto NjILA está orientado para o fortalecimento da capacidade do Estado e das administrações locais na gestão urbana sustentável, enquanto o projecto SONA aposta na requalificação e reconversão urbana, incluindo a criação de infra-estruturas de acessibilidade e habitação.
De acordo com Pedro Tecas, os programas demonstram que o desenvolvimento urbano deve estar associado ao planeamento territorial e à elaboração de planos directores municipais, considerados instrumentos fundamentais para garantir cidades mais organizadas, inclusivas e sustentáveis.

Cooperação internacional
A participação de Angola ocorre no âmbito da coorganização do evento entre a UN-Habitat e o Governo do Azerbaijão, cenário que, segundo a delegação, poderá proporcionar ganhos significativos em matéria de cooperação internacional, troca de experiências e captação de novas oportunidades para o sector urbano e habitacional.
Pedro Tecas acredita que Angola sairá do fórum com o seu posicionamento reforçado no debate internacional sobre habitação e urbanização, além de partilhar experiências nacionais que já apresentam resultados positivos.Delegação multissectorial
A delegação angolana integra representantes ministeriais, departamentos governamentais, governos provinciais de Malanje, Cuanza-Sul, Huambo, Cabinda e Icolo e Bengo, além de empresas do sector privado parceiras do Estado no desenvolvimento urbano e habitacional.
Apesar dos progressos registados nos últimos anos, Angola reconhece que o défice habitacional ainda ultrapassa os dois milhões de casas. Ainda assim, a delegação assegura estar preparada para defender os interesses do país e dos angolanos no debate internacional sobre cidades, urbanização e habitação sustentável.