
O líder da Indonésia visitou Tóquio esta semana, no mais recente esforço da Ásia para negociar combustíveis e compensar a grave escassez causada pelos conflitos no Oriente Médio, uma importante fonte de abastecimento energético regional, segundo avançou o portal zawya.
A corrida por alternativas se intensificou à medida que a China, a segunda maior economia do mundo, impôs proibições à exportação de combustíveis, enquanto nações como a Coreia do Sul e a Tailândia tentam explorar o levantamento das sanções americanas à energia russa como uma medida paliativa.
A situação está se tornando desesperadora para as nações mais pobres, com as Filipinas se tornando o primeiro país a declarar estado de emergência energética nacional, o Sri Lanka reduzindo a semana de trabalho para quatro dias e Mianmar limitando a circulação de motoristas a dias alternados.
A Indonésia, maior economia do Sudeste Asiático e quarto país mais populoso do mundo, também anunciou uma série de medidas, incluindo a limitação da venda de combustíveis e o incentivo para que as pessoas trabalhem em casa.
“Manter relações econômicas racionais é de vital importância”, disse o presidente Prabowo Subianto a líderes empresariais japoneses em Tóquio, após a assinatura de acordos que abrangem projectos de longo prazo de petróleo e gás e energia geotérmica.
“A situação geopolítica no Oriente Médio gera incerteza estratégica para a segurança da nossa energia.”
Mais imediatamente, Jacarta poderia fechar um acordo para reforçar o fornecimento de gás natural liquefeito para Tóquio em troca de gás liquefeito de petróleo, um combustível essencial para cozinhar, disse Djoko Siswanto, chefe da agência reguladora de petróleo e gás SKK Migas, à Reuters na segunda-feira.
Embora Prabowo e a japonesa Sanae Takaichi tenham concordado em fortalecer os laços em segurança energética em uma reunião na terça-feira, nenhum dos líderes confirmou tal acordo de troca.
Segundo um documento interno do governo japonês visto pela Reuters, a Inpex, produtora de petróleo e gás apoiada pelo governo, está discutindo um acordo de troca semelhante com a Índia para trocar GLP por nafta e petróleo bruto.
O Vietnã também solicitou ajuda do Japão para o fornecimento de energia, segundo informações divulgadas, enquanto as Filipinas afirmaram na segunda-feira ter recebido diesel de Tóquio.
O ministro do Comércio do Japão enfatizou a importância de manter o fornecimento de combustível para os países do Sudeste Asiático onde o país possui cadeias de suprimentos, mas se recusou a comentar sobre acordos específicos.
O Japão, um país com poucos recursos naturais, depende do Oriente Médio para cerca de 95% do seu petróleo e 11% das suas importações de gás natural liquefeito, embora suas reservas de energia estejam entre as maiores do mundo.
A proibição de exportação da China se intensifica.