
A informação foi avançada, ontem, no município de Lucala, pela presidente do Conselho de Administração do FADA, Felisbela Francisco, durante o acto de lançamento da segunda fase do financiamento para a mecanização ligeira da agricultura familiar, que beneficia 19 associações e cooperativas, segundo avançou o portal JA Online.
Felisbela Francisco explicou que, nesta segunda fase, os 19 equipamentos financiados, essencialmente tractores, ficaram avaliados em mais de mil milhões.
Na primeira fase, o FADA havia disponibilizado 17 equipamentos, incluindo 12 motocultivadores e cinco tractores, num montante superior a 422 milhões de kwanzas. No total, as duas fases somam 36 equipamentos financiados, correspondentes a cerca de 1,4 mil milhões de kwanzas.
A nível nacional, desde o início do programa até 31 de Dezembro de 2025, o FADA financiou 582 equipamentos, avaliados em mais de 17,7 mil milhões de kwanzas. A carteira global da instituição integra 5.092 projectos, num valor superior a 54,9 mil milhões.
Segundo a PCA, os financiamentos têm um prazo de reembolso de até cinco anos, com um ano de carência de capital e nove meses adicionais, a uma taxa de juro de um por cento, o limite máximo por operação é de 50 milhões de kwanzas e o reembolso pode ser feito em dinheiro ou através de produtos agrícolas, facilitando o acesso dos produtores. Detalhou que para aderir ao financiamento, os interessados devem cumprir quatro requisitos principais, Legalização da terra, formalização jurídica (no caso de cooperativas ou empresas), preenchimento dos formulários de viabilidade económica e adesão e área mínima de produção (mais de dois hectares para motocultivadores e 15 hectares para tractores).
A responsável adiantou que os candidatos interessados ao financiamento do FADA podem dirigir-se à Agência Regional Norte, instalada na província de Malanje. Para garantir a sustentabilidade do programa, o FADA, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) e o Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), implementa o projecto “Escola Itinerante de Mecanização Ligeira”. A iniciativa visa capacitar jovens para operar, fazer manutenção e reparar os equipamentos agrícolas.
Governo provincial
Por sua vez, o governador provincial, João Diogo Gaspar, destacou que a iniciativa reforça o compromisso do Executivo com o aumento da produção nacional e a melhoria das condições de vida das populações rurais, sustentando que a Agricultura familiar constitui a base da sustentabilidade económica e social da província, sendo determinante no combate ao desemprego, à fome e à pobreza.
Para o governador o reforço dos meios de produção representa uma aposta clara no aumento da produção nacional, na segurança alimentar e na criação de emprego, destacando ainda o potencial agrícola do Cuanza-Norte, de existência de vastas terras aráveis e recursos hídricos capazes de transformar a região num dos principais pólos agrícolas do país. João Diogo Gaspar afirmou que a iniciativa se enquadra na estratégia do Executivo, que visa reduzir a dependência das importações, promover a diversificação da economia e baixar o custo da cesta básica, sendo que o programa “Osi Yetu” tem como objectivo aumentar as áreas de produção, melhorar a produtividade, modernizar as práticas agrícolas e fortalecer os agricultores familiares.