Projecto Bacia do Kwanza afirma-se como pilar de sustentabilidade

A administradora executiva da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) Ana Miala considerou em Nantong, na China, a abertura do primeiro projecto na Bacia do Kwanza, com reservas estimadas em mais de 200 milhões de barris de petróleo e um trilião de pés cúbicos de gás, como um dos pilares da sustentabilidade da produção nacional acima de um milhão de barris/dia nos próximos anos.

Em declarações aos jornalistas, à margem da cerimónia que marcou o alcance de 50 por cento de execução do FPSO Kaminho, a gestora da concessionária nacional afirmou que o Projecto Kaminho se reveste de grande importância estratégica, porque a sua operacionalização com sucesso vai conferir credibilidade aos investidores que até então não acreditavam no potencial da Bacia Petrolífera do Kwanza, de maneira a consolidar a realização de uma nova fronteira ou província produtiva em Angola, avançou o portal JA Online.

“Com a produção do Kaminho, nós poderemos arrecadar mais receitas para o país e tornar a nossa economia mais forte. O projecto já tem impacto social, se tivermos em conta que só na China são calculadas cerca de seis milhões de horas de trabalho, com mão-de-obra angolana, em reapresentação da ANPG, da TotalEnergies e da Sonangol, além dos nativos, sem perder de vista as cerca de 1,5 milhões de horas de trabalho em Angola, o que reflecte a empregabilidade”, frisou.

Para Ana Miala, a construção do FPSO Kaminho na China também constitui um advento que tem reflexos na consolidação da cooperação entre os dois países, porque é um investimento expressivo que Angola levou ao mercado do ‘Gigante Asiático’, contribuindo para a sua economia, como sucede nas relações comerciais com a França, uma vez que a presença da TotalEnergies, empresa francesa, reforça a parceria e relações diplomáticas existentes entre Angola e França, sem descurar a presença da Petronas e empresas prestadoras de serviço como a Saipem, italiana, e a OneSubsea, da Noruega, entre outras.

“No capítulo diplomático, temos aqui a oportunidade de estar cada vez mais unidos e cooperativos com os outros países. No geral, o Projecto Kaminho vai contribuir para o desenvolvimento sustentável do nosso país”, augurou.

A finalizar agradeceu o espírito cooperativo e o facto de, até ao momento, não ter havido qualquer acidente, tendo em conta o princípio de Zero Acidentes, salientando que, enquanto Estado, o desejo de Angola é de antecipar os projectos, um desafio que se estende ao Kaminho, cujo início de operação está marcado para 2028, mas a recomendação do ministro é de antecipar o projecto para Junho ou Julho de 2027.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

WhatsApp