Angola projecta um ambiente de negócios competitivo e previsível

O ministro de Estado para a Coordenação Económica garantiu em Kigali, capital do Rwanda, que as reformas implementadas pelo Executivo são estruturais e irreversíveis, cuja finalidade é a criação de um melhor ambiente de negócios, mais previsível e competitivo para os investidores.

José de Lima Massano teceu estas considerações durante a sua intervenção no painel com o título “Invest in Angola”, no quadro da agenda de trabalhos do segundo e último dia do “Africa CEO Forum 2026″, em que o chefe da equipa económica participou em representação do Titular do Poder Executivo, João Lourenço, avançou o portal JA Online.

Segundo um comunicado, o ministro de Estado foi peremptório em sublinhar que as reformas em curso no país “não são passageiras”, na medida em que elas são “estruturais e irreversíveis”.

José de Lima Massano falava diante de uma audiência de 130 participantes, composta por empresários, investidores e representantes governamentais interessados em saber os aspectos relacionados com as oportunidades de investimento no país, numa altura em que Angola procura consolidar o processo de diversificação da economia, o que passa pelo reforço do sector não Petrolífero.

A simplificação dos procedimentos administrativos, facilitação do licenciamento empresarial, liberalização gradual dos fluxos financeiros e a isenção de vistos para cidadãos de mais de 100 países foram algumas das reformas destacadas pelo ministro de Estado, de acordo com o documento.

O objectivo, asseverou o chefe da equipa económica, é criar condições para que o investidor encontre maior segurança jurídica, transparência e eficiência institucional.

O governante reiterou ainda o facto de Angola estar a executar um amplo programa de privatizações, com mais de 100 empresas estatais inseridas no processo de alienações parciais ou totais de activos, de modo a dar maior espaço à iniciativa privada nos diferentes segmentos da economia.

O crescimento sustentado do sector não petrolífero, marcado por uma expansão superior a 5,0 por cento ao ano, correspondente a cerca de 86 por cento da actividade económica nacional, também foi outro aspecto aflorado por José de Lima Massano, sem perder de vista que a agricultura deu o maior contributo na estrutura produtiva interna, ultrapassando o tradicional peso do sector Petrolífero.

Factores estratégicos

A estabilidade política e macroeconómica, a abundância de recursos naturais, os investimentos contínuos em infra-estruturas, tais como aeroportos, portos, barragens, centrais de tratamento de água, zonas de desenvolvimento económico e centros de convenções, bem como a posição geoestratégica do país como porta de entrada para a África Austral e Central foram mencionadas no eixo da estratégia do Executivo.

Foi igualmente destacada a existência de uma força jovem de trabalho em crescimento, considerada um dos principais activos para sustentar a expansão da actividade produtiva e o desenvolvimento industrial do país.

Entre os sectores considerados prioritários para o investimento privado, constam a Agricultura e Agro-indústria, Energia, Logística e Transportes, Tecnologia e Inovação, bem como a Indústria Transformadora, áreas que o Executivo considera fundamentais para aumentar a produção nacional, reduzir importações e criar emprego.

Angola reafirmou também a aposta na integração económica africana, defendendo maior cooperação regional, facilitação do comércio intra-africano e desenvolvimento de corredores logísticos como instrumentos essenciais para acelerar o crescimento do continente.

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